O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) deverá receber US$ 300 milhões de uma operação de crédito externo de até US$ 500 milhões autorizada pelo Ministério da Fazenda. O dinheiro será liberado em etapas entre 2026 e 2029, conforme despacho do ministro Dario Durigan publicado nesta sexta-feira (4) no Diário Oficial da União.
A previsão é de US$ 50 milhões para 2026, US$ 150 milhões para 2027, US$ 50 milhões para 2028 e US$ 50 milhões para 2029. Administrado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o FDNE integra uma iniciativa que também contempla os fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).
Divisão do financiamento
Do valor total negociado com o New Development Bank (NDB), banco de desenvolvimento dos países do Brics, US$ 100 milhões serão direcionados ao FDA e outros US$ 100 milhões ao FDCO. A operação foi estruturada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no Programa de Desenvolvimento de Infraestrutura Regional Sustentável.
O programa busca ampliar as fontes de financiamento dos fundos regionais. Os recursos deverão ser aplicados prioritariamente em projetos de infraestrutura de longo prazo, incluindo energia renovável, transporte, logística e conectividade.
Tramitação
A proposta começou a ser preparada em 2023, quando o MIDR a apresentou à Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex). Em dezembro de 2025, o NDB aprovou financiamento de até US$ 500 milhões para o programa.
O pedido chegou ao Senado Federal em abril de 2026. Em 9 de julho, os senadores autorizaram a contratação por meio da Resolução nº 20. A decisão permitiu que o Brasil, no interesse do MIDR, firmasse o crédito externo com o banco de desenvolvimento do Brics.








