São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Documento usado por Moraes questiona atuação de Mendonça em caso no STF

Relatório preliminar da Polícia Federal foi usado por Alexandre de Moraes ao pedir investigação de André Mendonça por abuso de autoridade.

Documento usado por Moraes questiona atuação de Mendonça em caso no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, usou um relatório preliminar de inteligência da Polícia Federal ao pedir a abertura de investigação contra o colega André Mendonça por abuso de autoridade. O documento avalia que Mendonça teria adotado condutas diferentes ao lidar com Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, mas o próprio analista responsável classificou como baixo o grau de confiança dessa avaliação.

O relatório é apócrifo e não tem valor probatório. Não se trata de um relatório de investigação nem de um laudo pericial, mas de uma análise voltada ao mapeamento de cenários e indícios preliminares, com circulação interna. O documento também registra que sua hipótese não deveria ser tratada como conclusão fora daquele contexto.

A análise menciona uma possível atuação de Mendonça sobre a competência do plenário e a prerrogativa de integrante do Ministério Público. Também afirma que o ministro teria mantido uma postura ativa em relação a Moraes, contemporizado diante de Toffoli e adotado uma posição defensiva em relação a Nunes Marques.

Toffoli era o relator original da investigação sobre fraudes atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, mas deixou a função em fevereiro deste ano. Ele integra o quadro de sócios de uma empresa que negociou com um fundo administrado pela Reag, ligada ao Banco Master. Depois da saída de Toffoli, Mendonça foi sorteado para conduzir o caso.

O documento ainda cita uma suposta orientação de Mendonça para que a Polícia Federal ficasse atenta a eventuais acusações contra Kassio Nunes Marques, que poderiam, segundo a análise, ser usadas para enfraquecê-lo. Moraes reproduziu um trecho sobre essas diferenças de postura sem fazer ressalvas sobre a ausência de valor probatório.

O presidente do STF, Edson Fachin, pediu manifestações das partes e assumiu o comando de dois processos: o relatório produzido por ordem de Mendonça sobre mensagens de Vorcaro a Moraes e o pedido de investigação contra Mendonça. “Esta presidência seguirá a legislação e a Constituição. Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, afirmou Fachin nesta sexta-feira 4.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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