São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Mendonça explica convocação de delegados em apuração sobre mensagens de Vorcaro

Ministro afirmou a Fachin que medidas na investigação foram tomadas sob supervisão judicial e para restringir a circulação de informações.

Mendonça explica convocação de delegados em apuração sobre mensagens de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a convocação presencial de delegados da Polícia Federal ocorreu após documentos mencionarem o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A explicação foi apresentada nesta terça-feira (15) ao presidente da Corte, Edson Fachin, que pediu esclarecimentos sobre a investigação do caso do Banco Master.

Mendonça é o relator da apuração que levou à identificação de Alexandre de Moraes como interlocutor de mensagens de Daniel Vorcaro. Na manifestação, ele negou irregularidades e sustentou que as providências adotadas integraram a supervisão judicial da investigação.

Convocação no gabinete

O ministro informou que chamou os delegados pessoalmente ao gabinete em 24 de agosto, às 17h40. Segundo ele, a decisão foi tomada depois que uma Informação de Polícia Judiciária produzida pela PF apontou que Andrei Rodrigues e Paulo Gonet haviam sido mencionados em uma nota enviada por Vorcaro, pelo celular, a um interlocutor ainda não identificado.

Mendonça afirmou que, diante desse conteúdo, era necessário limitar o acesso às informações ao grupo diretamente responsável pela apuração. Ele disse que a providência buscou “preservar a higidez dos autos e a eficiência das investigações” e foi tomada “sem imputar qualquer suspeita a quem quer que seja”.

Divergência entre ministros

A manifestação foi apresentada no procedimento que passou a ser conduzido por Fachin depois que ele retirou de Mendonça a relatoria da apuração sobre as circunstâncias da produção do relatório da PF envolvendo Moraes. Fachin abriu prazo para que Moraes, Mendonça, Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal se manifestassem sobre diferentes pontos do caso.

Moraes havia acusado Mendonça de conduzir uma investigação “inconstitucional e ilegal”, movida por “vingança” e com finalidade político-eleitoral. Também classificou o relatório da PF como “duplamente nulo” e afirmou que a apuração teria sido direcionada para incriminá-lo.

Entre as questões apresentadas por Fachin estava justamente a ordem para que a PF identificasse as pessoas citadas em documentos extraídos do celular de Vorcaro. A resposta de Mendonça concentrou-se nesse procedimento, em meio à troca de acusações entre os ministros antes da análise, pelo plenário do STF, dos próximos passos da apuração sobre a relação entre Moraes e Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5