São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Opep vê riscos de atraso em projetos offshore no Brasil e mantém previsões econômicas

Entidade preservou estimativas para a produção de líquidos e o PIB brasileiro, mas citou custos maiores e incertezas fiscais.

Opep vê riscos de atraso em projetos offshore no Brasil e mantém previsões econômicas

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertou que o aumento dos custos de desenvolvimento e da inflação dos custos unitários pode atrasar decisões finais de investimento em projetos offshore no Brasil. A entidade também manteve suas projeções para a produção de combustíveis líquidos e para o crescimento econômico do país.

Na avaliação da Opep, o crescimento econômico brasileiro deve continuar positivo, apoiado pelo afrouxamento monetário, pelos investimentos e pela continuidade da atividade doméstica robusta. A organização, porém, apontou incertezas relacionadas ao efeito defasado da política monetária restritiva e à possibilidade de uma política fiscal mais rígida.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a projeção é de crescimento de 2,0% em 2026 e de 2,2% em 2027. No setor de combustíveis líquidos, a estimativa para 2026 prevê expansão de 450 mil barris por dia (bpd), com produção média de 4,8 milhões de bpd. Para 2027, a expectativa permanece em alta de 110 mil bpd, com média projetada de 4,9 milhões de bpd.

Dados de julho

A produção brasileira de petróleo bruto subiu 21 mil bpd em julho, na comparação com junho, e chegou à média de 4,5 milhões de bpd. No mesmo período, a produção de líquidos de gás natural recuou 10 mil bpd. A produção de biocombustíveis, principalmente etanol, ficou estável em aproximadamente 700 mil bpd.

Considerando os diferentes segmentos, a produção total de combustíveis líquidos avançou cerca de 11 mil bpd em julho e alcançou média de 5,3 milhões de bpd. O volume ficou 600 mil bpd acima do registrado um ano antes.

A Opep afirmou que Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina devem ser os principais responsáveis pelo crescimento da produção de líquidos neste ano. Apesar do potencial de novos projetos offshore no Brasil, a entidade avalia que os custos podem pressionar a viabilidade das iniciativas e provocar atrasos nas decisões de investimento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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