Pessoas que demonstram compaixão por si mesmas, por outros seres humanos e pelos animais apresentam níveis mais altos de bem-estar do que aquelas que direcionam esse cuidado apenas aos outros ou somente a si próprias. A conclusão é de pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá.
O estudo indica que cuidar de outras pessoas não produz necessariamente os mesmos benefícios psicológicos quando não é acompanhado de autocompaixão. Os pesquisadores afirmam que esse desequilíbrio pode estar associado a níveis mais altos de estresse e ansiedade, além de pior saúde mental.
Entre os participantes com baixos níveis de autocompaixão, também foram observadas menor satisfação com a vida e maior isolamento social. Já aqueles que apresentaram níveis elevados e constantes de compaixão por si mesmos, por outras pessoas e pelos animais foram associados a um funcionamento psicológico mais adaptativo.
Esse perfil foi relacionado a saúde mental ótima, maior resiliência emocional e melhor bem-estar social. A análise foi feita com mais de 1 200 participantes, divididos em grupos conforme seus perfis de compaixão. A classificação levou em conta respostas a questionários sobre a compaixão dirigida a si próprios, a outros seres humanos e aos animais.
Autocompaixão e cuidado
Bassam Khoury, autor principal da pesquisa, afirmou que cuidadores, professores, profissionais de saúde, pais e ativistas podem ser atenciosos com os outros e, ao mesmo tempo, tratar a si mesmos com dureza ou negligência.
Para Khoury, a autocompaixão pode ajudar a regular emoções difíceis, reduzir a autocrítica e criar uma sensação de segurança interior. O pesquisador também afirmou que ela não deve ser confundida com egoísmo ou autoindulgência, mas pode servir de base para manter o cuidado com os outros e ampliar a compaixão a todos os seres sencientes.







