Uma delegação do Egito participou de uma agenda de intercâmbio com o Ministério da Saúde para conhecer políticas brasileiras de saúde mental voltadas a crianças e adolescentes. A visita ocorreu entre 21 e 25 de setembro e integrou a parceria de Cooperação Sul-Sul Trilateral entre Brasil, Egito e UNICEF.
A iniciativa foi solicitada pelo governo egípcio e teve como objetivo apoiar a estruturação de um Centro Nacional de Excelência em Saúde Mental e Apoio Psicossocial. A articulação envolveu a Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Saúde, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o Governo do Distrito Federal.
Serviços visitados
Durante a programação, os representantes egípcios conheceram experiências da Rede de Atenção Psicossocial, com destaque para os Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis e para a Estratégia Saúde da Família. Também foram apresentados serviços do Sistema Único de Assistência Social e a plataforma Pode Falar, disponível no Meu SUS Digital. A ferramenta oferece acolhimento, escuta e orientação em saúde mental para pessoas de 13 a 24 anos.
A delegação visitou os CAPS i de Sobradinho, Paranoá e Taguatinga, onde acompanhou o trabalho de equipes multidisciplinares, o funcionamento das unidades e as atividades oferecidas aos pacientes durante o tratamento. Também conheceu o serviço de teleatendimento e uma Unidade Básica de Saúde do Riacho Fundo I, para entender o fluxo de regulação do Sistema Único de Saúde.
A comitiva esteve ainda no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. No primeiro, conheceu o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Comitê de Participação de Adolescentes, voltados à participação e ao controle social infantojuvenil.
Temas da cooperação
As atividades trataram de estratégias de cuidado individual e coletivo, atuação multiprofissional, articulação com a atenção primária, apoio técnico-pedagógico especializado das equipes de saúde mental e construção de Projetos Terapêuticos Singulares. Também foram discutidas ações territoriais e comunitárias, a integração com a proteção social e o trabalho com familiares.
Marcelo Kimati, diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, afirmou na abertura que a agenda respondia a uma solicitação do governo do Egito. Amr Osman, chefe da delegação egípcia, agradeceu às instituições envolvidas e disse que a escolha do Brasil se relacionava ao papel do país nas políticas públicas de saúde.
A programação promoveu a troca de experiências entre representantes dos dois países e instituições parceiras sobre práticas de saúde mental para crianças e adolescentes.








