RIO DE JANEIRO — A Petrobras pretende perfurar mais três poços de delimitação no bloco FZA-M-59 para avaliar se a descoberta de petróleo pode ser considerada comercial. A presidente da empresa, Magda Chambriard, afirmou que a operação ajudará a definir a extensão do reservatório e o tamanho do acúmulo encontrado.
Os novos poços poderão confirmar que o reservatório se estende por uma área maior ou indicar seus limites caso algum deles resulte seco. Essas informações serão usadas para determinar se há volume suficiente para uma possível comercialidade.
A descoberta ocorreu no poço Morpho, em águas ultraprofundas na costa do Estado do Amapá, em uma lâmina d’água de 2.886 metros. A Petrobras identificou mais um intervalo portador de petróleo no local.
A diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia Anjos, disse nesta sexta-feira, 2, que a confirmação geológica ainda não permite estimar o volume acumulado. “O que está faltando é o volume”, afirmou durante entrevista coletiva na sede da empresa, no Rio de Janeiro.
Segundo Anjos, a identificação foi resultado de uma mobilização interna que incluiu a obtenção de licença e a preparação das equipes para uma operação considerada complexa. Ela afirmou que a perfuração inicial demonstrou a existência de geração de petróleo na área, mas que serão necessárias outras perfurações para medir o volume.
Magda Chambriard explicou que os resultados dos poços adicionais poderão mostrar se a empresa está diante de um reservatório amplo ou de um acúmulo menor. A avaliação dependerá da extensão confirmada pelas perfurações e das características do reservatório encontradas em cada ponto.








