São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Maioria dos trabalhadores não vê risco de perder renda nos próximos seis meses

Sondagem do FGV Ibre mostra que 60,5% consideram improvável perder o principal emprego ou fonte de renda até fevereiro de 2027.

Maioria dos trabalhadores não vê risco de perder renda nos próximos seis meses

A maior parte dos trabalhadores não acredita que perderá o principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses. É o que aponta a Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV Ibre, elaborada com dados do trimestre encerrado em agosto de 2026: 60,5% classificaram como muito improvável ou improvável a perda.

Em julho, esse grupo representava 59,3%. A parcela que considera provável ou muito provável perder o emprego ou a renda ficou praticamente estável, passando de 12,1% para 12,2%. Já os que não souberam responder recuaram de 28,6% para 27,4%.

A pesquisa também avaliou a percepção dos trabalhadores sobre a proteção social em caso de perda do emprego ou da principal fonte de renda. No trimestre encerrado em agosto, 39,9% disseram se sentir muito desprotegidos; 29,7%, parcialmente desprotegidos; e 30,4%, protegidos.

Na comparação com julho, aumentaram as parcelas dos que se declararam muito desprotegidos, de 39,0% para 39,9%, e protegidos, de 29,1% para 30,4%. O grupo parcialmente desprotegido diminuiu de 31,8% para 29,7%.

Acesso a benefícios e satisfação

Questionados sobre a possibilidade de acessar programas do governo ou benefícios sociais caso perdessem o emprego ou a principal fonte de renda, 45,9% responderam que teriam acesso e 54,1% disseram que não. Em julho, os percentuais eram de 45,3% e 54,7%, respectivamente.

A sondagem registrou ainda que 78,1% dos entrevistados estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho atual. O índice voltou a crescer nos últimos dois meses, após quatro quedas consecutivas. A parcela de insatisfeitos ou muito insatisfeitos ficou relativamente estável, em 7,5%.

Entre os insatisfeitos, a remuneração baixa foi o principal motivo, citada por 52,5%. Também apareceram a carga horária elevada, com 20,2%, e a saúde mental, com 13,8%. Os entrevistados podiam indicar mais de uma opção.

Para Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV Ibre, os dados indicam que o mercado de trabalho segue resiliente, embora haja sinais de desaceleração da economia brasileira. “Esse resultado reforça a sinalização sobre o mercado de trabalho atual”, afirmou em comunicado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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