São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Justiça

Diretor-executivo da PF manifesta apoio a Andrei Rodrigues após afastamento

William Marcel Murad afirmou que a corporação manterá sua autonomia e confiança na gestão de Andrei Rodrigues durante cerimônia de formação.

Diretor-executivo da PF manifesta apoio a Andrei Rodrigues após afastamento

O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, declarou apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afastado preventivamente por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A manifestação ocorreu nesta terça-feira 8, durante a cerimônia de abertura do LXIII Curso de Formação Profissional para agente de Polícia Federal. Murad afirmou que a instituição não será abalada por ataques e reafirmou a confiança na gestão de Rodrigues. “Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vierem”, disse.

O diretor-executivo também defendeu a autonomia e a independência da Polícia Federal. Segundo Murad, a atuação da corporação é técnica, imparcial e livre de vieses políticos. Ele afirmou ainda que a PF trabalha com base na Constituição Federal, nas leis, na responsabilidade institucional e no compromisso com a justiça.

Murad assumiu o comando interino da corporação e ficará à frente das operações e da gestão administrativa enquanto durar o afastamento de Rodrigues. Ele ingressou na Polícia Federal em 2002 e tem mais de 24 anos de atuação na instituição.

A Advocacia-Geral da União se prepara para recorrer da decisão de Mendonça. Apesar disso, já há maioria na Segunda Turma do Supremo para referendar o afastamento. O ministro Gilmar Mendes pediu vista e, até que o processo volte a ser analisado, permanecem válidos os efeitos da decisão individual.

A decisão de André Mendonça

Além de Rodrigues, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. A decisão está relacionada a investigações sobre o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O ministro também ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos penais e administrativo-disciplinares para apurar a produção de relatórios de inteligência. De acordo com Mendonça, os documentos teriam sido usados para monitorar sua atuação, analisar decisões judiciais e examinar a conduta de autoridades públicas.

Mendonça afirmou ter identificado “robustos indícios” de grave omissão, participação e conhecimento da produção dos documentos por integrantes da cúpula da PF ligados à área de inteligência. Para o ministro, a posição hierárquica de Rodrigues e Almada e a relação de suas funções com os fatos justificam o afastamento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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