O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu neste sábado 12 a relatoria do procedimento que apura supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. André Mendonça era o responsável pelo caso.
Na mesma decisão, Fachin determinou que todos os processos relacionados ao Caso Master e às investigações sobre fraudes no INSS sejam encaminhados à presidência do STF. Com isso, o andamento dessas ações fica suspenso até uma nova decisão do presidente da Corte, que ainda não informou se também ficará responsável pela relatoria.
A mudança ocorre antes da sessão do plenário prevista para a próxima terça-feira 15. Os ministros devem analisar o relatório da Polícia Federal sobre supostos vínculos entre Vorcaro e Moraes. A discussão será conduzida sob a relatoria de Fachin.
Decisão sobre investigação
Na sessão, os ministros deverão decidir se autorizam a abertura de uma investigação da Polícia Federal contra Moraes. A reunião começará com a leitura do relatório de Fachin, que será o primeiro ministro a votar.
Parte dos ministros alinhados a Moraes considera irregular a condução de Mendonça. A avaliação é que ele teria iniciado uma apuração contra um colega do STF sem autorização prévia do plenário.
A Procuradoria-Geral da República recomendou anular o relatório da Polícia Federal sobre Moraes. No parecer, a instituição afirmou: “não deve o relator admitir e nem determinar que um Colega da Corte seja escrutinado.”
A mudança na relatoria ocorre às vésperas da deliberação sobre a suposta relação entre Moraes e Vorcaro. O texto também situa o caso no contexto das eleições de 2026, sem apresentar uma decisão sobre os processos enviados à presidência do STF.







