São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Justiça

Gonet nega proximidade com Vorcaro durante sessão no Supremo

Procurador-geral da República afirmou que encontrou o ex-banqueiro apenas uma vez, em abril de 2024, em reunião que classificou como banal.

Gonet nega proximidade com Vorcaro durante sessão no Supremo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta terça-feira 15, durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que não mantinha relação de proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo Gonet, os dois se encontraram apenas uma vez, em abril de 2024, em uma reunião que ele classificou como banal.

“A única ligação intermediada por advogado foi brevíssima e banal”, disse o procurador-geral. Ele também declarou que a atuação do Ministério Público Federal, tanto na primeira instância quanto no STF, buscou esclarecer os fatos e garantir o andamento da persecução penal.

Gonet afirmou ainda que ficou satisfeito com o reconhecimento, feito pelo ministro André Mendonça, de que os elementos reunidos pela Polícia Federal não indicavam prática de ilícito por parte do procurador-geral da República.

Os ministros do STF analisam se devem abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes por causa de uma suposta relação do magistrado com Vorcaro. Conforme o material recolhido pela Polícia Federal, a comunicação entre os dois ocorria principalmente por imagens de visualização única enviadas pelo WhatsApp, com capturas de tela de textos. As supostas respostas de Moraes não foram recuperadas.

Após a divulgação do relatório da PF, Gonet encaminhou ao Supremo um parecer em que sustenta a possibilidade de nulidade do material. O documento registra que Vorcaro citou o procurador-geral. Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso pela primeira vez, o dono do Banco Master teria pedido a Moraes que tentasse reverter as investigações sobre a instituição financeira junto a Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

Mensagens encontradas no celular de Vorcaro também indicam que Ciro Soares, ex-advogado do Banco Master, atuou para que o banqueiro pagasse uma viagem do filho de Gonet para Londres. O relatório não informa se o procurador-geral participou das chamadas nem confirma uma conversa direta entre os dois.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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