A Procuradoria-Geral da República afirmou nesta sexta-feira 9 que Daniel Vorcaro não prestou depoimento oral durante as tratativas para um acordo de colaboração premiada. O órgão também disse não ter mantido contato direto com o ex-dono do Banco Master, que está preso preventivamente.
Em nota, a PGR declarou que recebeu as propostas nos termos em que foram apresentadas pela defesa, sem fazer uma avaliação antecipada ou recusá-las antes da análise. A Procuradoria informou ainda que a ausência de depoimento ocorreu porque a proposta foi rejeitada, com os motivos comunicados aos advogados.
A nota não informa quais foram as razões da rejeição nem detalha o conteúdo dos documentos apresentados pela defesa. Ao final, o órgão afirmou que respeita o sigilo previsto em lei para procedimentos de colaboração premiada.
Relatos sobre documentário
A manifestação foi divulgada no mesmo dia em que foram publicados relatos atribuídos a Vorcaro sobre supostos pagamentos ligados ao documentário Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone e lançado em 2024. As informações mencionam possíveis repasses ao Instituto Lula e recursos destinados à produção do filme.
Os relatos foram apresentados como tendo chegado às autoridades. A PGR, porém, esclareceu que não houve depoimento oral do banqueiro no contexto das negociações para uma colaboração premiada. O órgão também negou ter mantido interlocução direta com Vorcaro durante esse processo.
A Procuradoria não confirmou o conteúdo dos relatos nem forneceu informações adicionais sobre as propostas de acordo. A manifestação ficou restrita à forma como os documentos foram recebidos, à rejeição da proposta e à inexistência de uma oitiva oral do banqueiro.








