São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Alertas sobre ataque de 7 de outubro pressionam Netanyahu antes de eleição em Israel

Informações sobre avisos recebidos antes da ofensiva do Hamas reacendem questionamentos sobre a atuação do governo israelense.

Alertas sobre ataque de 7 de outubro pressionam Netanyahu antes de eleição em Israel

Benjamin Netanyahu enfrenta pressão política em Israel após novas informações sobre alertas recebidos antes do ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023. As revelações ocorrem a um mês das eleições legislativas, marcadas para 27 de outubro, e alimentam perguntas sobre o que o governo sabia e se houve falhas na resposta das autoridades.

O primeiro-ministro afirma que não foi acordado na manhã do ataque para ser informado sobre a ofensiva. No início de setembro, ele acusou a cúpula militar de tê-lo mantido afastado das informações para evitar um possível “erro de cálculo” que poderia provocar uma escalada militar com o Hamas. O gabinete de Netanyahu nega categoricamente que ele tenha recebido os avisos descritos.

Relatos sobre avisos anteriores

Mohamed bin Zayed, presidente dos Emirados Árabes Unidos, teria telefonado para Netanyahu antes de 7 de outubro para alertá-lo de que Yahya Sinwar preparava uma ação de grande porte contra Israel. A conversa teria durado 45 minutos. Netanyahu nega que o telefonema tenha ocorrido. Ainda assim, ele teria estado em Abu Dhabi no último fim de semana para tentar obter um desmentido de bin Zayed.

Também houve informações sobre alertas do Egito. Abbas Kamel, chefe da inteligência egípcia, teria ligado para Netanyahu poucos dias antes dos ataques para falar sobre uma ameaça iminente vinda de Gaza. Os primeiros avisos teriam sido enviados em junho de 2023. Em 26 de setembro, Kamel teria viajado a Israel e reforçado a advertência, afirmando que a situação em Gaza era desastrosa e poderia “explodir na cara de todo mundo”. As autoridades israelenses teriam respondido que “tudo estava sob controle”. O gabinete do primeiro-ministro negou novamente as informações.

Nenhum dos alertas mencionados teria indicado com precisão a data ou a dimensão do ataque. Entre março e julho de 2023, Netanyahu recebeu quatro relatórios da Diretoria de Inteligência Militar e uma advertência do Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel.

Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu, lançou o videogame Bibi, o Dorminhoco, que ironiza a situação. Netanyahu também se recusou a criar uma comissão de inquérito independente sobre as circunstâncias dos ataques.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5