São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Emirados teriam alertado Netanyahu sobre ataque do Hamas antes de 7 de outubro

Livro sobre as falhas de inteligência afirma que Mohammed bin Zayed avisou Netanyahu sobre uma grande operação do Hamas dias antes do ataque.

Emirados teriam alertado Netanyahu sobre ataque do Hamas antes de 7 de outubro

O presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed, teria alertado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre os preparativos do Hamas para uma grande ofensiva pouco antes do ataque de 7 de outubro de 2023. A informação consta de um livro sobre as falhas de inteligência que antecederam a ofensiva.

De acordo com o relato, a conversa ocorreu no fim de setembro de 2023, 10 dias antes do ataque, e durou 45 minutos. Bin Zayed teria dito que Yahya Sinwar, então líder do Hamas em Gaza, preparava uma operação de grande escala.

O alerta também teria incluído a avaliação de que a ofensiva provocaria um banho de sangue, poderia desestabilizar a região e ameaçaria os Acordos de Abraão, que normalizaram as relações de Israel com países árabes e de maioria muçulmana.

Ainda conforme o relato, Netanyahu reagiu com calma e afirmou que Israel estava preparado para qualquer cenário. O primeiro-ministro teria considerado mais provável que um eventual ataque partisse da Cisjordânia ocupada.

Gabinete de Netanyahu nega conversa

O gabinete de Netanyahu classificou a informação como “uma mentira absoluta” e negou que o primeiro-ministro tenha conversado com o líder dos Emirados naquele período. Em outro comunicado, afirmou que as notícias eram falsas e que Netanyahu não recebeu qualquer aviso dos Emirados Árabes Unidos antes de 7 de outubro.

O gabinete admitiu, porém, a possibilidade de terem sido trocadas mensagens entre os dois países por canais de comunicação das secretas.

A acusação aparece no livro “Kidnapped: 843 Days of Abandonment”, de Shlomi Eldar e Ruth Yuval. A obra examina as circunstâncias e as falhas de inteligência que permitiram os ataques.

A divulgação ocorre durante a campanha eleitoral em Israel, na qual a atuação de Netanyahu antes e durante o ataque é um dos temas centrais. Líderes da oposição pediram uma investigação para esclarecer o que o primeiro-ministro sabia, quando teria recebido as informações e por que elas não teriam sido transmitidas ao aparelho de segurança.

Naftali Bennett afirmou que Netanyahu tem responsabilidade pessoal e direta pelo fracasso que levou à morte de milhares de israelenses. Gadi Eisenkot disse que o primeiro-ministro recebeu dezenas de avisos antes de 7 de outubro e os ignorou. Yair Golan também acusou Netanyahu de colocar Israel em risco, enquanto Avigdor Lieberman participou da declaração conjunta da oposição.

O ex-porta-voz do governo israelense Eylon Levy classificou os ataques como uma falha estratégica de Israel. Para ele, caso o alerta seja confirmado, seria difícil explicar por que a informação não foi transmitida, a menos que Netanyahu não a considerasse confiável.

Os israelenses irão às urnas a 27 de outubro para eleições legislativas que definirão a composição dos 120 lugares do Knesset, o parlamento. Netanyahu tem rejeitado apelos por uma comissão oficial de inquérito sobre os acontecimentos relacionados ao ataque de 7 de outubro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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