São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Egito teria alertado Netanyahu sobre ataque do Hamas antes de 7 de outubro

Chefe da inteligência egípcia teria viajado a Israel em 26 de setembro de 2023 para alertar sobre uma ofensiva do Hamas.

Egito teria alertado Netanyahu sobre ataque do Hamas antes de 7 de outubro

O chefe da inteligência do Egito, Abbas Kamel, teria alertado o governo de Benjamin Netanyahu sobre os preparativos do Hamas para um grande ataque onze dias antes de 7 de outubro de 2023. A informação foi divulgada na sexta-feira (25), durante a reta final da campanha para as eleições legislativas de Israel, marcadas para este domingo (27).

Kamel teria desembarcado secretamente no aeroporto Ben-Gurion em 26 de setembro de 2023. Conforme o registro do voo, ele permaneceu no local por 67 minutos. O objetivo da visita seria avisar que o Hamas preparava uma ofensiva de grandes proporções e que diminuía o tempo disponível para impedir uma catástrofe. O egípcio também teria recomendado a Netanyahu reduzir a pressão econômica sobre a Faixa de Gaza.

“Se vocês não mudarem de rumo, Gaza vai explodir na cara de vocês”, teria dito Kamel, conforme a informação divulgada. Autoridades árabes, americanas e europeias estariam cientes da visita e teriam confirmado o alerta. Um militar israelense, sob anonimato, afirmou que não haveria cenário em que altos funcionários de Israel se reunissem com Kamel sem que Netanyahu soubesse.

Pressão política sobre Netanyahu

Uma investigação semelhante havia indicado que Mohammed bin Zayed, presidente dos Emirados Árabes Unidos, teria telefonado para Netanyahu para fazer um alerta parecido. A informação também foi divulgada na sexta-feira (25). Netanyahu rejeitou o relato e ameaçou processar o jornal israelense que o publicou.

A oposição israelense exige uma comissão oficial de investigação e acusa o primeiro-ministro de cegueira política. O gabinete de Netanyahu mantém a versão apresentada desde o ataque: ele nega ter recebido os alertas e afirma que há uma tentativa de manipulação.

O ataque do Hamas contra Israel aconteceu onze dias depois da visita de Kamel. A ofensiva matou 1.200 pessoas do lado israelense, em sua maioria civis, e levou 251 reféns para Gaza. Em resposta, Israel iniciou uma campanha militar que, segundo o Ministério da Saúde do território, matou mais de 73 mil palestinos na Faixa de Gaza, a maioria civis. A guerra no enclave completará três anos no próximo mês de outubro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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