São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Netanyahu rejeita acusação de colonialismo em discurso na ONU

Primeiro-ministro israelense defendeu as ações de seu governo e criticou opositores durante visita de menos de 24 horas a Nova York.

Netanyahu rejeita acusação de colonialismo em discurso na ONU

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou na quinta-feira (24), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, as acusações de colonialismo feitas contra seu país. Ele afirmou que o centro do conflito é a sobrevivência do Estado israelense, em meio a críticas internacionais à violência contra palestinos na Cisjordânia ocupada.

Netanyahu também defendeu a política de assentamentos e classificou colonos extremistas como “jovens delinquentes”. Segundo ele, a imprensa internacional dá atenção desproporcional a cerca de 150 pessoas acusadas de atirar pedras e arrancar oliveiras.

Durante a fala, dezenas de integrantes de delegações deixaram a sala em protesto, por iniciativa da missão palestina na ONU. Antes de começar, Netanyahu disse: “Se ainda houver covardes nesta sala que não saíram, que saiam agora”.

Irã e tensão com os Estados Unidos

O primeiro-ministro israelense afirmou que destruir as instalações nucleares do Irã foi uma decisão necessária para evitar a morte de todos. Ele também acusou de hipocrisia os dirigentes que, segundo sua avaliação, deixaram a sala enquanto Israel defendia países aliados.

Netanyahu chegou a Nova York para uma visita de menos de 24 horas e não tinha reuniões previstas com autoridades americanas. A viagem ocorreu um dia depois de um ataque com carro-bomba na Cisjordânia ocupada, no qual Yechiel Leiter, filho do embaixador israelense nos Estados Unidos, ficou gravemente ferido. Segundo Leiter, o filho, reservista do Exército israelense, permanecia em estado crítico.

O discurso também incluiu críticas a Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, acusado por Netanyahu de apoiar o Hamas. Mamdani, defensor da causa palestina, acusa o primeiro-ministro israelense de genocídio. No início deste ano, o prefeito afirmou que avaliava prender Netanyahu durante a Assembleia Geral da ONU, mas depois reconheceu que não conseguiu executar um mandado do Tribunal Penal Internacional.

Dezenas de manifestantes protestaram na Primeira Avenida, em Manhattan. Netanyahu está em campanha para as eleições parlamentares de 27 de outubro. A violência de colonos na Cisjordânia ocupada aumentou desde o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.

Antes de Netanyahu, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, discursou por vídeo após ter o visto de entrada nos Estados Unidos negado. Ele afirmou que as políticas israelenses ameaçam a existência dos palestinos e condenou as restrições impostas pelos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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