São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Alerta sobre ataque do Hamas amplia disputa contra Netanyahu em Israel

Eleição de 27 de outubro definirá os 120 assentos da Knesset em meio à polarização e à queda do Likud nas pesquisas.

Alerta sobre ataque do Hamas amplia disputa contra Netanyahu em Israel

Israel se prepara para uma eleição legislativa marcada pela disputa em torno do primeiro-ministro Benyamin Netanyahu e pelas consequências políticas do ataque de 7 de outubro. O pleito de 27 de outubro definirá os 120 assentos da Knesset, o parlamento do país, em um cenário de forte fragmentação partidária e tensão sobre a responsabilidade do governo pela ofensiva do Hamas.

A campanha ganhou novo foco após a divulgação de que Netanyahu teria sido alertado sobre uma possível operação do Hamas dez dias antes do ataque. A informação provocou pedidos da oposição por uma investigação independente. Aliados do primeiro-ministro dizem que o relato é falso. Netanyahu nega ter recebido o alerta da forma descrita e ameaça processar por difamação quem o divulgou.

Disputa entre blocos

O sistema eleitoral israelense funciona com representação proporcional e exige 3,25% dos votos para que uma legenda tenha acesso automático a quatro cadeiras. Como há muitos partidos, as maiores forças precisam formar alianças para alcançar a maioria de 61 deputados.

A coalizão governista reúne o Likud, partidos religiosos e grupos ultranacionalistas. O Likud está no poder quase ininterruptamente desde 2009 e mantém uma base fiel, apesar de pesquisas recentes indicarem perda de apoio. Nas primárias de agosto, militantes repetiram o slogan “o Likud continua o mais forte”.

O governo, descrito como o mais à direita da história de Israel, transformou a eleição em uma escolha entre apoiar ou rejeitar Netanyahu. O bloco opositor, porém, é heterogêneo e enfrenta dificuldades para construir uma coalizão depois da votação.

Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior, aparece como principal adversário de Netanyahu. Ele lidera o Yashar e concentra sua campanha na recuperação da democracia israelense. Eisenkot perdeu um filho na guerra de Gaza em 2023 e foi um dos formuladores da chamada doutrina de Dahiyé, aplicada no Líbano em 2006 contra o Hezbollah.

Naftali Bennett tenta atrair eleitores decepcionados com o Likud por meio do partido Beyahad, em aliança com Yair Lapid. A composição reúne setores da direita nacionalista e do bloco laico centrista. À esquerda, os Democratas, liderados pelo general Yaïr Golan, defendem a solução de dois Estados, os direitos das minorias e a inclusão do voto árabe na formação de governos.

Segurança e formação do governo

A segurança nacional ocupa posição central no debate. Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional e líder do Otzma Yehudit, defende a pena de morte para palestinos condenados por matar israelenses judeus e promete ampliar o porte de armas, com uma meta de 400 mil licenças.

Os partidos religiosos também têm peso nas negociações. A recusa de grupos ultrarreligiosos em cumprir o serviço militar reacendeu a discussão sobre igualdade de deveres. O Shass permanece como aliado tradicional de Netanyahu, enquanto o Hatzionout Hadatit defende a anexação da Cisjordânia ocupada e o fortalecimento do caráter religioso do Estado.

A participação dos árabes israelenses é incerta. Eles representam 20% da população, e 500 mil não votaram no último pleito. Hadash, Taal e Balad se uniram para superar o limiar eleitoral. O Raam, partido árabe islamista moderado, incluiu o ex-policial Yoav Segalovitz na lista com o objetivo de combater a criminalidade no setor árabe.

Nos comícios, segurança, custo de vida e educação estão entre os principais temas. O bloco contrário a Netanyahu também cobra responsabilidades pela falha na resposta ao ataque do Hamas. O professor Ofer Kenig, da Universidade de Ashkelon, avalia que o primeiro-ministro busca um “empate estratégico” para impedir que os adversários formem governo. Sem uma nova coalizão, Netanyahu permaneceria interinamente no cargo.

Uma pesquisa recente atribui ao Yashar 25 cadeiras, enquanto o Likud aparece abaixo de 20 pela primeira vez. O resultado aponta uma disputa acirrada e incerteza sobre a formação do próximo governo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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