São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ofensiva no Iêmen desloca 76 mil pessoas e sobrecarrega Aden

A ONU e a OIM relatam uma nova onda de deslocamentos, enquanto Aden enfrenta falta de abrigo, água, alimentos e serviços básicos.

Ofensiva no Iêmen desloca 76 mil pessoas e sobrecarrega Aden

Ao menos 76 mil pessoas deixaram suas casas desde julho por causa da retomada dos combates no Iêmen, informou a ONU. O número quadruplicou na última semana. A nova onda de deslocamentos aumentou a pressão sobre Aden, capital provisória do governo reconhecido internacionalmente, que já abriga centenas de milhares de pessoas deslocadas.

Na sexta-feira (11), os Houthis anunciaram a captura das últimas ilhas do estreito de Bab el-Mandeb. Com isso, o grupo passou a controlar toda a costa iemenita do mar Vermelho. No mesmo dia, a Arábia Saudita fechou temporariamente o oleoduto Leste-Oeste após ataques. Os Houthis disseram ter sido alvo de dezenas de bombardeios sauditas.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que mais de 70 mil pessoas fugiram desde setembro. A entidade alertou para uma crise de deslocamento e disse que os estoques de emergência já haviam acabado após operações para enfrentar enchentes. Entre as necessidades apontadas estão abrigo, alimentos, água e itens básicos.

Aden recebe novos deslocados

Saddam Ali deixou a região de al-Waziiyah com seus onze filhos e alguns pertences, seguindo para Aden. Segundo ele, a família não encontrou abrigo ao chegar. “Não achamos água nem comida, e o calor é sufocante”, afirmou.

Aden se tornou capital provisória em 2014, depois que os Houthis tomaram Sanaa. Desde então, a população da cidade dobrou com a chegada de pessoas que deixaram áreas controladas pelos rebeldes. O município também recebe migrantes africanos que tentam chegar às monarquias do Golfo, mas ficam retidos no Iêmen.

Em 2025, Aden tinha 755 mil deslocados oficialmente registrados, em uma população estimada de 3,5 milhões, segundo o Ministério de Assuntos Sociais e Trabalho. A nova ofensiva deve ampliar a pressão sobre a infraestrutura e os serviços públicos da cidade, enquanto a ajuda humanitária diminui.

Controle do estreito

Abdulalim Al-Rajihi, que saiu de Mokha após a tomada da cidade pelos Houthis na quinta-feira, relatou que moradores receberam meia hora para partir. “Fugimos com a roupa do corpo e levamos as crianças”, disse.

O estreito de Bab el-Mandeb liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e é uma rota de comércio entre Europa, Ásia e Oriente Médio. O movimento houthi afirmou que a navegação continua segura para todas as companhias, exceto navios sauditas.

A agência Saba informou que cerca de quarenta bombardeios foram realizados pela Arábia Saudita. A escalada ocorre após o fim de um período de relativa calma iniciado com a trégua de 2022 e aumenta a pressão sobre a população civil, que chega a Aden sem abrigo e com acesso limitado a serviços essenciais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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