ESTREITO DE ORMUZ — Um ataque atingiu um navio mercante no Estreito de Ormuz neste domingo (13), deixando uma pessoa morta e três feridas. O incidente ocorreu perto das ilhas de Hengam e Qeshm, no sul do Irã, em meio ao confronto entre Teerã e Washington pelo controle da rota marítima.
A embarcação foi atingida por volta das 5h, no horário local, segundo autoridades iranianas. Amir Teymouri, governador da cidade de Qeshm, confirmou as mortes e os ferimentos à televisão estatal e à agência Tasnim. A origem do ataque não foi informada oficialmente.
A UKMTO, agência britânica de segurança marítima, relatou ter recebido informações sobre um navio atingido por um projétil de origem desconhecida durante a travessia do estreito. O impacto provocou um incêndio a bordo, e equipes locais participaram da retirada dos tripulantes.
Moradores haviam relatado diversas explosões nos arredores de Qeshm horas antes. A agência iraniana Mehr informou que o navio seria um porta-contêineres iraniano e atribuiu o ataque a um projétil americano, mas essa versão não foi confirmada por fontes oficiais.
Reunião sobre a passagem marítima
O episódio ocorreu na véspera de uma reunião entre o Irã e países do Golfo, marcada para esta segunda-feira (14), em Omã. O encontro discutirá a situação no Estreito de Ormuz. O país anfitrião tem litoral na região e costuma atuar como mediador entre Teerã e os países árabes vizinhos.
A passagem está no centro da crise entre Irã e Estados Unidos. O conflito começou após ataques americanos e israelenses contra o Irã em 28 de fevereiro. Desde então, Teerã passou a exigir autorização prévia para a travessia de embarcações, alegando motivos de segurança e soberania nacional.
As autoridades iranianas também avaliam criar taxas para o uso da rota. Washington, por sua vez, impôs um bloqueio aos portos iranianos e realiza ataques esporádicos contra posições costeiras do país, conforme informações divulgadas por fontes iranianas.
A escalada de incidentes preocupa mercados e governos. Antes da guerra, a navegação ocorria sem grandes restrições. Agora, o estreito é apontado como um dos principais focos de instabilidade no Oriente Médio, com possível impacto sobre o comércio global e os preços da energia.







