O Irã manteve neste domingo (27) as condições para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar da rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma proposta apresentada por Teerã. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem só será liberada após o cumprimento das exigências do país.
“Nossas condições são claras, e qualquer avanço rumo à reabertura do Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições”, declarou Araghchi à televisão estatal. O ministro também disse que o Irã continua aberto à diplomacia e às negociações, mas não abrirá mão de seus direitos.
A proposta foi apresentada aos Estados Unidos na sexta-feira (25) e prevê a reabertura do estreito em até sete dias. De acordo com o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, o plano foi elaborado em coordenação com Mojtaba Khamenei, líder supremo da República Islâmica. O governo também criou uma equipe de seis integrantes, com poder de decisão, para conduzir o processo.
No sábado (26), Trump rejeitou a iniciativa. “Rejeito a proposta deles”, disse o presidente americano à imprensa na Casa Branca. Antes do anúncio, ele havia publicado na rede social Truth Social um mapa do Estreito de Ormuz com a legenda “Estreito Trump”.
Itens previstos no plano
O plano iraniano propõe a interrupção, por sete dias, de todas as hostilidades no Oriente Médio, incluindo os combates no Líbano, onde Israel mantém uma ofensiva contra o Hezbollah. Também prevê a liberação de ativos iranianos congelados, avaliados em pelo menos US$ 12 bilhões (R$ 62 bilhões), a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval americano contra o país.
No sétimo dia da trégua, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz. A proposta ainda exige o desbloqueio de ativos congelados após a Revolução Islâmica de 1979 e a suspensão das sanções americanas contra o Irã.
O porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, também defendeu o fim dos combates no Iêmen. O país passou a ser uma frente regional do conflito após a retomada, em julho, dos confrontos entre os houthis, apoiados pelo Irã, e o governo iemenita, respaldado pela Arábia Saudita.
Em discurso no sábado na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o ministro das Relações Exteriores saudita, Fayçal bin Farhan, pediu proteção à liberdade de navegação e afirmou que a estabilidade da região está ligada à segurança energética mundial.






