Fernando Haddad afirmou que a liberação das apostas esportivas online, conhecidas como bets, ocorreu durante o governo de Michel Temer, e não nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao podcast Três Irmãos, o ex-ministro da Fazenda também criticou Jair Bolsonaro por não ter regulamentado o setor enquanto ocupava a Presidência.
Haddad disse que o governo Lula recebeu um mercado que já funcionava sem controles adequados e passou a estabelecer regras para as plataformas. Entre as medidas citadas estão a restrição de apostas por beneficiários do Bolsa Família e crianças, além da possibilidade de autoexclusão das casas de apostas sem reversão posterior da decisão.
“Não foi o Lula que liberou as bets, foi o Temer”, escreveu Haddad. Na mesma manifestação, ele afirmou que Bolsonaro não adotou medidas de cobrança de impostos ou de proibição das apostas durante seu mandato.
O ex-ministro também mencionou ações de fiscalização e iniciativas para reduzir os impactos sociais associados aos jogos online. Segundo Haddad, o Ministério da Saúde participa do atendimento e do acompanhamento de pessoas que desenvolveram dependência em apostas.
Apesar de defender as providências adotadas pela atual administração federal, Haddad reconheceu que os problemas relacionados à expansão das bets continuam sem solução completa. “O problema é muito mais grave do que parece”, afirmou.
Ele acrescentou que, antes da regulamentação promovida pelo governo Lula, não havia cobrança de tributos sobre o lucro líquido das empresas do setor. A avaliação apresentada por Haddad é que a regulamentação criou mecanismos de controle, mas não encerrou os desafios ligados às apostas online.







