São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Irã afirma que pressão dos EUA não enfraquecerá resistência durante discurso na ONU

Massoud Pezeshkian acusou Washington de terrorismo e afirmou que Teerã não aceitará ameaças nem agressões no Estreito de Ormuz.

Irã afirma que pressão dos EUA não enfraquecerá resistência durante discurso na ONU

A reabertura do Estreito de Ormuz permanece no centro da crise entre Irã e Estados Unidos. O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (23), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que a resistência do país aumentará diante das sanções, da pressão e das ameaças.

A declaração respondeu a Donald Trump, que na terça-feira (22) disse ter uma decisão importante a tomar: negociar com o Irã ou aniquilar a República Islâmica. Pezeshkian afirmou que o país nunca iniciou uma guerra e nunca atuou como agressor.

O presidente iraniano também acusou Washington de praticar terrorismo contra o Irã e responsabilizou Estados Unidos e Israel por uma ofensiva militar contra a República Islâmica. Ao mencionar o aiatolá Ali Khamenei, disse que ele foi assassinado sem justificativa ou respaldo legal.

Disputa pela hidrovia

Pezeshkian declarou que o Irã não aceitará que o Estreito de Ormuz seja usado para agressões ou para espalhar insegurança na região. Segundo o presidente, os Estados Unidos impediram o acesso iraniano às próprias águas territoriais e usam mísseis e tecnologias letais para ampliar a insegurança nas áreas próximas à hidrovia.

Antes da guerra, por Ormuz transitava cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. O tráfego foi severamente afetado por medidas adotadas pelo Irã desde o início do conflito, deflagrado no fim de fevereiro por bombardeios israelenses e americanos.

Os Estados Unidos mantêm o bloqueio aos portos iranianos e ampliam a pressão econômica sobre Teerã. Ao mesmo tempo, Donald Trump anunciou a retomada do diálogo com o Irã. O enviado especial americano Steve Witkoff afirmou que autoridades dos dois países mantiveram contatos indiretos durante grande parte do dia, com a intermediação de mediadores, à margem da Assembleia Geral da ONU.

As preocupações com os efeitos econômicos globais aumentaram nas últimas semanas também por causa do apoio iraniano aos rebeldes houthis no Mar Vermelho. O grupo consolidou o controle sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, rota importante para o comércio mundial de petróleo, contribuindo para uma nova alta dos preços.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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