São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Produtores do Vale do Jordão buscam novos destinos após restrições europeias

Agricultores israelenses dizem que sanções ao comércio com colônias não impedirão a venda de tâmaras para Índia e Estados Unidos.

Produtores do Vale do Jordão buscam novos destinos após restrições europeias

Produtores israelenses do Vale do Jordão afirmam ter alternativas para comercializar suas tâmaras depois que países europeus anunciaram restrições a produtos das colônias israelenses. David Elhayani, chefe do conselho regional do Vale do Jordão, disse que a produção será direcionada principalmente para a Índia e os Estados Unidos.

A Holanda proibiu, na terça-feira (22), a importação, a compra e a venda de produtos provenientes das colônias israelenses. A medida foi adotada duas semanas depois de 12 países, entre eles França e Reino Unido, anunciarem limitações ao comércio com esses assentamentos, considerados ilegais segundo o direito internacional.

Para Elhayani, as restrições não devem afetar a próxima colheita. “A colheita das tâmaras começa daqui a duas semanas. Não temos nada para enviar e, portanto, nada a perder!”, afirmou. Segundo ele, já existem mercados suficientes para absorver toda a produção.

Um dos principais produtores da região é Cuckie, que chegou ao Vale do Jordão em meados dos anos 1980. Sua fazenda ocupa 20 mil hectares, com milhares de tamareiras e cerca de 600 palestinos empregados durante a alta temporada.

O produtor destinava 80% das tâmaras à exportação para a Europa. Ele reconhece que as sanções terão impacto, mas afirma que continuará produzindo na colônia israelense, localizada na Cisjordânia. “Não tenho que pedir desculpas a um país europeu para explicar por que estou aqui”, disse.

Cuckie também rejeita a existência de um Estado palestino e defende a presença israelense na região, citando uma frase atribuída a Ben-Gurion sobre a definição das fronteiras pelo cultivo da terra.

Elhayani afirma que a economia local permanece em expansão. Como indicativo, mencionou a construção de 10 novas colônias nas proximidades. As restrições comerciais foram anunciadas em meio ao aumento da violência praticada por colonos e à expansão das colônias nos últimos meses na Cisjordânia ocupada. Esses acontecimentos comprometem as perspectivas de uma solução de dois Estados.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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