São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Reino Unido anuncia veto a produtos de colônias israelitas e fecha consulado em Jerusalém

Medidas foram anunciadas por 12 países, enquanto Israel determinou o fechamento do consulado britânico em Jerusalém.

Reino Unido anuncia veto a produtos de colônias israelitas e fecha consulado em Jerusalém

O Reino Unido anunciou que proibirá a importação de produtos provenientes de colônias israelitas na Cisjordânia, enquanto Israel determinou o fechamento do consulado britânico em Jerusalém. As decisões ocorreram na terça-feira, após 12 países confirmarem restrições comerciais contra as colônias no território ocupado.

A ordem de fechamento foi dada pelo ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa'ar. Ele reagiu às medidas anunciadas no Reino Unido e classificou como “mentiras escandalosas” as acusações feitas pelo ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Ed Miliband, no Parlamento.

Miliband acusou os chamados “terroristas colonos” de praticarem “limpeza étnica” em áreas da Cisjordânia. Segundo ele, o governo israelita muitas vezes ignorou essas ações. O ministro também disse que os britânicos não deveriam apoiar a ocupação ao aceitar produtos das colônias em lojas e supermercados.

Além do Reino Unido, França, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha e Suécia anunciaram planos para restringir o comércio com as colônias. A decisão foi registrada em uma declaração conjunta dos ministros dos Negócios Estrangeiros.

O documento afirma que as ações do governo de Israel na Cisjordânia prejudicam a possibilidade de uma solução de dois Estados. Os ministros também mencionaram níveis sem precedentes de violência de colonos e de expansão das colônias. Para eles, a situação passa por uma rápida deterioração.

A medida foi anunciada depois de o governo israelita lançar, no mês passado, concursos para a construção de cerca de 1.200 moradias na área de colônias E1. A iniciativa foi condenada pela comunidade internacional e por organizações de direitos humanos. As construções isolariam ainda mais Jerusalém Oriental do restante do território.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, concordaram sobre a necessidade de agir para evitar novos danos, segundo a declaração conjunta. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, afirmou que a Cisjordânia está “à beira da explosão”.

A Cisjordânia é ocupada por Israel desde 1967 e teve aumento da violência após o início da guerra em Gaza, desencadeada pelos ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. Um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos registrou cerca de 737 000 colonos israelitas na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, em outubro de 2024. As colônias israelitas na região são consideradas ilegais pelo direito internacional.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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