São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ambulância solar é testada para atender áreas rurais do Quênia

Veículo leva equipamentos médicos e foi projetado para operar longe de redes elétricas e com menor dependência de combustíveis fósseis.

Ambulância solar é testada para atender áreas rurais do Quênia

Uma ambulância movida a energia solar está em fase de testes no Quênia para levar atendimento médico a comunidades rurais remotas. O veículo, chamado Stella Juva, foi criado por estudantes da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, nos Países Baixos.

O projeto busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis e de redes elétricas que podem apresentar fornecimento pouco confiável em algumas áreas. A ideia surgiu após conversas com organizações não governamentais que atuam na África, segundo Yarno Basten, um dos responsáveis pelo desenvolvimento.

Além do transporte de pacientes, o Stella Juva foi planejado como uma clínica móvel. O veículo pode levar um ecógrafo, equipamento portátil de raio X, desfibrilhador e sistemas de refrigeração para armazenar materiais médicos. Os painéis solares abastecem tanto o veículo quanto esses equipamentos.

A limitação na quantidade de energia disponível exige que a equipe selecione os aparelhos transportados conforme cada situação. Em condições favoráveis, o protótipo pode percorrer até 715 km com uma única carga e alcançar velocidade máxima de 120 km/h.

Testes em estradas quenianas

O veículo está sendo avaliado em estradas do Quênia, incluindo trechos empoeirados e irregulares no condado de Narok. Profissionais de saúde das comunidades atendidas também contribuem para o desenvolvimento do projeto.

Geoffery Sadera, coordenador de projeto da Amref Health Africa, afirmou que a ambulância pode apoiar exames diagnósticos em locais com acesso limitado à eletricidade. A proposta inclui realizar triagens de mães e bebês, identificar complicações precocemente e encaminhar pacientes em tempo real.

O veículo também poderá ser usado no encaminhamento de pacientes entre unidades de saúde comunitárias e centros médicos maiores. A Organização Mundial da Saúde estima que centenas de milhões de pessoas sejam atendidas em unidades sem eletricidade ou com fornecimento pouco confiável.

A equipe ainda avalia, em condições reais, se a energia renovável móvel pode ampliar o acesso aos cuidados de saúde e oferecer uma fonte confiável de eletricidade. O projeto permanece em fase de testes.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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