São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Assis marca 800 anos da morte de São Francisco com foco em paz e diálogo

Celebrações em 2026 incluem novo feriado nacional na Itália e relembram o encontro do santo com o sultão do Egito.

Assis marca 800 anos da morte de São Francisco com foco em paz e diálogo

As celebrações pelos 800 anos da morte de São Francisco ganham força em Assis, na Itália, com a retomada do 4 de outubro como feriado nacional. A programação terá como centro a Basílica Superior, onde os sinos tocarão às 23h59 de 3 de outubro para marcar o início oficial das comemorações.

O feriado foi instituído para homenagear valores associados ao santo, como paz, fraternidade, solidariedade e respeito pelo ambiente. A cerimônia do domingo contará com a presença do presidente da República, Sergio Mattarella, e de embaixadores de vários países.

Para o frei Giulio Cesareo, diretor do Gabinete de Comunicação do Sacro Convento de Assis, a importância de Francisco ultrapassa as fronteiras italianas. “Francisco não é um dom apenas para a Itália, mas para o mundo”, afirmou.

Um símbolo reinterpretado ao longo do tempo

O professor Antonio Musarra, da Universidade La Sapienza, em Roma, e pesquisador associado em Harvard, afirma que a imagem de Francisco mudou em diferentes períodos históricos. Segundo ele, a figura do santo associada à paz e à diplomacia começou a se consolidar depois da Primeira Guerra Mundial.

Musarra também destaca o modo como Francisco se relacionava com outras culturas e com pessoas consideradas diferentes. Entre os exemplos estão o contato com um leproso, ligado à sua conversão, e o encontro com o sultão do Egito.

O episódio ocorreu durante a Quinta Cruzada, em Damieta, no Egito, quando Francisco encontrou al-Malik al-Kamil, sobrinho de Saladino. O local era um porto e um importante centro comercial, disputado por cristãos e muçulmanos em um conflito de natureza econômico-militar.

Francisco deixou o campo dos cruzados e atravessou as linhas inimigas com a intenção de converter o sultão. A conversão não ocorreu, mas o religioso foi recebido com respeito. A tradição também narra a chamada prova do fogo, na qual Francisco teria se disposto a entrar nas chamas para demonstrar a verdade de sua fé. O desafio foi recusado, mas sua coragem teria impressionado o governante.

Para o padre Paolo Nicelli, professor de teologia na Universidade Católica de Milão e especialista na relação entre Islã e modernidade, o encontro se tornou um modelo de diálogo entre religiões por privilegiar a palavra em vez das armas. Ele define o episódio como um exemplo de misericórdia e perdão, valores que considera necessários em uma sociedade globalizada.

A representação feita por Giotto integra o ciclo sobre a vida de São Francisco na parte inferior da única nave da Basílica Superior de Assis, pintada no final do século XIII.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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