São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Ataque sobrecarrega votação online da primária socialista na França

Cinco candidatos disputam a indicação da aliança Choisir 2027 para a eleição presidencial francesa de abril do ano que vem.

Ataque sobrecarrega votação online da primária socialista na França

O primeiro turno da primária socialista francesa começou nesta sexta-feira (9) sob um ataque cibernético contra a plataforma de votação. A consulta, realizada exclusivamente online, reúne cerca de 140 mil eleitores e define o candidato da aliança Choisir 2027 à Presidência da República.

A votação começou às 8h, pelo horário local, mas o sistema foi sobrecarregado por um fluxo de conexões criado por bots. A ação atrasou o acesso dos eleitores, sem interromper o pleito e sem representar risco para quem participa, segundo os organizadores. Um dirigente socialista afirmou que conseguiu votar, mas enfrentou uma longa espera.

A comissão responsável classificou o episódio como um “grave ataque a um processo democrático”. As três siglas que organizam a consulta — Partido Socialista, Place Publique e Esquerda Republicana e Socialista (GRS) — acionaram a Justiça. A Agência Nacional Francesa para a Segurança dos Sistemas de Informação (Anssi) também foi chamada, informou o gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.

Disputa pela indicação

O primeiro turno termina no sábado (10), às 20h, e o resultado deve ser divulgado logo depois. Se nenhum candidato for definido, o segundo turno será realizado nos dias 16 e 17 de outubro.

Cinco nomes concorrem à indicação: Raphaël Glucksmann, do Place Publique; Olivier Faure, líder do Partido Socialista; Ségolène Royal, ex-candidata à Presidência em 2007; Jérôme Guedj, deputado socialista; e Emmanuel Maurel, deputado da Esquerda Republicana e Socialista.

Glucksmann é o favorito nas pesquisas. Ele tem entre 10% a 12% das intenções de voto para a eleição presidencial, enquanto Faure aparece entre 3% e 5%. Uma pesquisa do instituto Harris Interactive para M6 e RTL, divulgada nesta sexta-feira, mostrou que 33% dos franceses têm opinião favorável sobre Glucksmann, percentual que chega a 53% entre os entrevistados que se identificam com a esquerda.

Royal aparece com 28% entre os franceses e 47% entre os eleitores de esquerda. Faure registra 24% e 42%, respectivamente. Entre os entrevistados de esquerda, 28% não consideraram convincente nenhum dos cinco candidatos.

Alianças em debate

Parte relevante dos eleitores não é vinculada aos partidos organizadores e se inscreveu por uma plataforma específica. Por isso, o perfil do eleitorado permanece em grande parte desconhecido, o que aumenta a incerteza sobre o resultado.

A possibilidade de uma aliança com A França Insubmissa (LFI), partido de esquerda radical liderado por Jean-Luc Mélenchon, foi um dos principais pontos de divergência nos três debates televisivos. Glucksmann e Guedj rejeitam a aproximação e acusam Mélenchon de usar códigos associados ao antissemitismo. Eles também afirmam que uma aliança com a legenda levaria à derrota diante da extrema direita.

Os dois candidatos acusam Faure, Royal e Maurel de se submeterem à LFI por defenderem uma aproximação entre as forças de esquerda na Assembleia Nacional. Faure e Royal, por sua vez, criticam Glucksmann por buscar uma aproximação com o centro político.

Na quinta-feira, Faure disse que uma vitória de Glucksmann significaria a “eliminação” do Partido Socialista da eleição presidencial. Royal já havia criticado o que chamou de “tomada de controle” do partido pelo eurodeputado.

A participação esperada está abaixo do nível registrado nas primárias socialistas de 2012, quando entre 2,6 milhões e 2,8 milhões de eleitores participaram. A eleição presidencial francesa, que definirá o sucessor de Emmanuel Macron, terá o primeiro turno em 18 de abril de 2027 e o segundo em 2 de maio. Marine Le Pen lidera as pesquisas, enquanto Édouard Philippe e Jean-Luc Mélenchon aparecem entre os principais adversários citados.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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