São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Xi retorna à Índia enquanto BRICS debate guerras e tensões entre membros

A cúpula em Nova Délhi reúne líderes para discutir conflitos no Oriente Médio, guerra na Ucrânia, comércio e governança global.

Xi retorna à Índia enquanto BRICS debate guerras e tensões entre membros

A presença de Xi Jinping na Índia marca a 18ª Cúpula do BRICS, iniciada neste sábado (12). O presidente chinês voltou à capital indiana pela primeira vez desde 2019, em meio à tentativa de Pequim e Nova Délhi de reconstruir o diálogo bilateral após um confronto na fronteira do Himalaia, em 2020, que deixou dezenas de mortos.

De acordo com o governo indiano, Xi deverá se reunir ainda neste sábado com o primeiro-ministro Narendra Modi. Na véspera do encontro, a China afirmou que pretende ampliar a comunicação e a cooperação com a Índia. A disputa territorial entre os dois países, porém, continua sem solução.

A guerra no Oriente Médio está entre os principais temas da reunião. Xi Jinping declarou que o conflito não atende aos “interesses comuns” da comunidade internacional e defendeu uma saída baseada no diálogo.

Em encontro realizado na Índia com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, o presidente iraniano Massoud Pezeshkian disse que a região não precisa de um policial, em referência aos Estados Unidos. Segundo Pezeshkian, a segurança e a integridade territorial do Oriente Médio devem ser garantidas pelos países da própria região. O Irã e os Estados Unidos estão em guerra, especialmente em torno do controle do Estreito de Ormuz.

Divergências dentro do bloco

Antes da cúpula, Narendra Modi recebeu Pezeshkian em Nova Délhi. Após os ataques americanos e israelenses contra o Irã, no final de fevereiro, Teerã restringiu o tráfego no Estreito de Ormuz. Antes do conflito, a rota era utilizada por cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. O barril de Brent voltou a superar 100 dólares nesta semana.

As posições sobre o conflito também dividem os integrantes do BRICS. Rússia e China mantêm relações comerciais com o Irã, apesar das ameaças de sanções dos Estados Unidos. Os Emirados Árabes Unidos suspenderam parte das relações comerciais e financeiras com Teerã depois de serem atingidos por mísseis iranianos em agosto. Analistas indianos avaliam que essa guerra dificulta a elaboração de um consenso para a declaração final.

A guerra na Ucrânia também está na pauta. Na sexta-feira (11), Modi e o presidente russo Vladimir Putin conversaram sobre os conflitos no Oriente Médio e no Leste Europeu. O governo indiano informou que o primeiro-ministro reafirmou a defesa do diálogo e da diplomacia como caminhos para resolver as disputas.

O Brasil participa por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A delegação brasileira pretende defender a reforma da governança global, o fortalecimento do multilateralismo e maior participação dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais.

Criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, com a entrada posterior da África do Sul, o BRICS reúne atualmente novos integrantes, entre eles o Irã. O grupo representa cerca de metade da população mundial, 40% do Produto Interno Bruto global e mais de um quarto do comércio internacional. Ao fim da cúpula, os líderes tentarão aprovar uma declaração conjunta sobre um cenário marcado por guerras, rivalidades estratégicas e disputas comerciais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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