São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Tecnologia orienta buscas, mas cães ainda detectam odores nas alfândegas

Especialistas reunidos em Tashkent afirmam que inteligência artificial e unidades caninas têm funções complementares no combate a cargas ilícitas.

Tecnologia orienta buscas, mas cães ainda detectam odores nas alfândegas

Mais de 12 toneladas de substâncias entorpecentes foram interceptadas entre 2023 e o primeiro semestre de 2026 com a ajuda de cães treinados no Centro Canino Nacional do Uzbequistão, informou o Comitê Aduaneiro do país. A instituição também prepara equipes estrangeiras e mantém formação para operações de detecção e busca.

O uso dos animais foi discutido no 7.º Fórum Canino Global da Organização Mundial das Alfândegas (OMA), realizado em Tashkent com especialistas de mais de 50 países. A avaliação apresentada no encontro é que a inteligência artificial pode analisar imagens, dados e padrões para indicar remessas e contêineres que devem passar por inspeção detalhada. Os cães, por sua vez, identificam odores que não aparecem necessariamente nas imagens.

Antonio Lo Parco, diretor do Escritório Regional de Reforço de Capacidades para a Europa da OMA, afirmou que as capacidades de detecção dos cães não podem ser substituídas pela IA. Para ele, as informações obtidas pelos animais também podem abastecer sistemas tecnológicos e ajudar as autoridades a reconhecer padrões e novas tendências.

Oliver Stolper, representante regional do Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime para a Ásia Central, disse que as duas ferramentas se complementam. A tecnologia pode selecionar contêineres para controle adicional, enquanto o animal treinado acrescenta outra etapa de detecção. “Mas um cão não pode ser substituído”, afirmou Stolper.

Treinamento para novas substâncias

A mudança dos mercados ilegais levou as unidades caninas a treinar animais para reconhecer odores de drogas sintéticas. Jonibek Yusupov, oficial da Agência do Uzbequistão para o Controlo de Estupefacientes e Armas de Fogo, relatou aumento significativo dessas substâncias desde a pandemia. “As substâncias estupefacientes têm cheiro”, disse.

Fundado em 1996, o Centro Canino Nacional do Uzbequistão treina cães e guias há três décadas. Em 2008, recebeu o status de Centro Canino Regional da OMA. As equipes são preparadas para localizar drogas, substâncias psicotrópicas, armas, munições e explosivos, além de atuar em busca, salvamento e rastreamento.

Os cães começam a trabalhar com instrutores por volta dos quatro meses de idade e passam por avaliações de reação a ruídos, ambientes desconhecidos e alturas. O treinamento especializado começa por volta dos oito meses e costuma durar entre seis e sete meses. A formação considera o temperamento de cada animal, que aprende a sinalizar a detecção sentando, deitando ou permanecendo imóvel.

O centro trabalha principalmente com pastores-alemães e pastores-belgas, spaniels russos e labradores. Os animais aprovados são apresentados gradualmente a locais como veículos e vagões ferroviários. Segundo o instrutor-chefe, capitão Ahmadjon Goyibov, o método usa reforço positivo, com brinquedos ou comida como recompensa, e não força.

Nos últimos anos, 220 guias de países como Coreia do Sul, Tajiquistão, Quirguistão, Turcomenistão, Armênia e Mongólia receberam formação inicial ou aperfeiçoamento no centro. Mais de 200 cães também passaram por treinamento especializado; alguns foram enviados para atuar em autoridades aduaneiras fora do Uzbequistão.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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