São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Cérebro ajusta a inibição para incorporar novas memórias sem apagar as antigas

Pesquisa em ratos identifica no giro dentado um mecanismo que alterna entre integrar experiências e preservar recordações.

Cérebro ajusta a inibição para incorporar novas memórias sem apagar as antigas

Um estudo de três instituições espanholas identificou como o cérebro pode incorporar informações novas sem misturá-las a memórias anteriores. A pesquisa aponta que esse processo envolve o giro dentado, uma região do hipocampo ligada à formação de recordações.

O trabalho foi conduzido pelo laboratório de Plasticidade das Redes Neuronais do Instituto de Neurociências, centro público de pesquisa criado pelo CSIC e pela Universidade Miguel Hernández. Os resultados foram publicados na revista PLOS Biology.

Para investigar o mecanismo, os pesquisadores analisaram ratos submetidos a diferentes níveis de inibição da atividade neuronal. Nessa região do hipocampo, um tipo específico de neurônio reduz a atividade de outras células. Conforme os resultados, níveis mais baixos de inibição favoreceram a recuperação de memórias e recordações mais detalhadas em determinadas condições.

A equipe também usou um modelo computacional para avaliar a relação entre a inibição e a quantidade de informação armazenada. Quando a carga de memória era menor, a redução da atividade inibitória se mostrou benéfica. Esse efeito, porém, não se manteve quando o volume de informação aumentou de forma significativa.

Os resultados indicam que o giro dentado pode desempenhar funções diferentes conforme o tipo de memória e as exigências da tarefa. Em algumas situações, a região facilita a entrada de dados novos; em outras, ajuda a manter estáveis as recordações diante de novos estímulos.

Para Encarni Marcos, codiretora do estudo e responsável pela linha de pesquisa no IN CSIC-UMH, o mecanismo ajusta de forma dinâmica o funcionamento cerebral por meio da inibição. A importância do contexto determina, nesse modelo, se o cérebro prioriza a incorporação de uma experiência ou a preservação de informações já registradas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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