São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Crise em Ceuta amplia disputa sobre migração entre grupos do Parlamento Europeu

PPE e Socialistas trocaram acusações antes da votação de uma resolução sobre a entrada de migrantes no enclave espanhol.

Crise em Ceuta amplia disputa sobre migração entre grupos do Parlamento Europeu

A votação de uma resolução sobre a crise migratória em Ceuta deve aprofundar a disputa entre o Partido Popular Europeu (PPE) e os Socialistas e Democratas (S&D), grupos que integram a maioria centrista do Parlamento Europeu. O texto será analisado na próxima quinta-feira, em meio a divergências sobre o tom das críticas à atuação do Governo espanhol.

O PPE deve defender a inclusão de referências negativas à gestão da crise por Espanha. Os Socialistas, por sua vez, devem tentar reduzir a intensidade das acusações. O conflito ocorre antes do discurso de Ursula von der Leyen sobre o Estado da União, no qual ela deverá apresentar novas restrições aos direitos de asilo e o fortalecimento da Frontex, agência europeia de fronteiras.

A crise discutida pelos eurodeputados ocorreu em 30 e 31 de julho, quando cerca de 80 000 pessoas atravessaram irregularmente a fronteira de Ceuta, enclave espanhol, e mais de 150 morreram. Os parlamentares do S&D defenderam o Governo de Sánchez e acusaram países da União Europeia de não demonstrarem solidariedade com Espanha.

O Governo italiano também foi alvo de críticas. Parlamentares questionaram a decisão de prolongar por mais 15 dias os controles nas fronteiras aéreas e marítimas com Espanha. O socialista italiano Sandro Ruotolo acusou Roma de adotar critérios diferentes ao tratar de Ceuta e Lampedusa: “Meloni pediu solidariedade para Lampedusa e nega-a a Ceuta”.

Parlamentares do PPE responsabilizaram Sánchez por não impedir a entrada de migrantes e relacionaram o episódio ao plano de regularização de milhares de pessoas sem documentos na Espanha. A eurodeputada espanhola Dolors Montserrat também afirmou que o governo havia recebido alertas antes da crise. Um relatório da polícia espanhola, divulgado no início do mês, indicou que forças marroquinas podem ter contribuído para empurrar migrantes em direção a Ceuta.

O debate ainda teve confrontos entre representantes da extrema-direita e da esquerda radical. Isabel Serra Sánchez, do Podemos, acusou a extrema-direita de transformar Ceuta em um “laboratório de ódio”. Jorge Buxadé Villalba, do Vox, interrompeu o ecologista Jaume Asens, enquanto Alvise Pérez discutiu com o vice-presidente do Parlamento, Younous Omarjee, após ser repreendido por insultar Irene Montero. A liberal sueca Abir Al-Sahlani encerrou uma troca com a eurodeputada da Liga Susanna Ceccardi perguntando: “Sabe onde fica Ceuta?”

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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