São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Defesa contesta condenação de apresentadora egípcia por drogas sintéticas

Sarah Khalifa foi condenada à morte no Cairo, mas o advogado afirma que apresentará recurso contra a decisão.

Defesa contesta condenação de apresentadora egípcia por drogas sintéticas

A defesa de Sarah Khalifa pretende recorrer da condenação à morte imposta por um tribunal do Cairo em um processo sobre produção e tráfico de drogas sintéticas. O advogado Mohamed El-Gendy disse que usará todas as vias legais disponíveis.

A decisão alcançou Khalifa e mais 11 pessoas. Outras nove receberam prisão perpétua, enquanto sete foram absolvidas. Os condenados à morte também foram multados em 500.000 libras egípcias.

A apresentadora ficou conhecida por comandar o programa policial Mission Impossible, do canal privado Al-Mehwar, e por administrar uma empresa de organização de eventos. O Ministério Público afirma que ela financiou parte da operação, manteve contato com integrantes de alto nível e fez a ligação entre membros da rede dentro do Egito.

Substâncias e tramitação judicial

As provas forenses apresentadas no julgamento classificaram os produtos como canabinoides sintéticos, e não como haxixe comum. Essas substâncias são produzidas em laboratório e podem reproduzir alguns efeitos da cannabis, com potência e efeitos menos previsíveis.

O Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime descreve a MDMB-4en-PINACA como um canabinoide sintético potente, submetido a controle internacional em 2021 após recomendação da Organização Mundial da Saúde. A substância pode estar associada a psicose, convulsões, problemas cardíacos e renais e, em casos graves, morte.

Um comitê concluiu que o produto se enquadrava na legislação egípcia porque sua estrutura química e seus efeitos eram semelhantes aos de substâncias já controladas, embora não estivesse especificamente listado na tabela de entorpecentes do país. A defesa contestou a interpretação, mas o tribunal aceitou a conclusão.

O caso chegou à Justiça depois que autoridades antidrogas disseram ter identificado uma rede que importava matérias-primas. Em abril de 2025, a polícia fez buscas em dois apartamentos no Cairo e apreendeu cerca de 200 quilogramas de drogas, insumos e equipamentos. O Ministério Público afirmou depois que o total ultrapassou 750 quilogramas. A investigação durou cerca de 40 dias até a obtenção de mandados de detenção.

O processo contra 28 acusados reuniu depoimentos de 20 testemunhas e provas digitais, como mensagens, fotografias e vídeos. A acusação também afirmou que os integrantes tinham funções distribuídas entre compra, fabricação, armazenamento e distribuição.

Outras acusações

Mohamed Khalifa, irmão da apresentadora, também foi condenado à morte. Segundo o Ministério Público, ele participava da fabricação e dos testes das drogas. A acusação disse ainda ter encontrado no celular de Sarah Khalifa vídeos de substâncias semelhantes às apreendidas e mensagens com outros suspeitos. Uma perícia atribuiu a ela anotações em um caderno com nomes, números e valores que, para os procuradores, registravam despesas da operação.

Khalifa nega envolvimento com a rede. No mesmo sábado, ela recebeu outra condenação no Cairo: três anos de prisão por agressão, em um processo relacionado a imagens encontradas em seu celular. O vídeo mostraria um jovem identificado como seu motorista sendo despido, agredido e filmado nu dentro da casa dela. Dois acusados receberam sete anos de prisão cada, e um quarto foi condenado a cinco anos.

Um tribunal criminal superior ainda pode reexaminar as provas e a participação de cada acusado, mantendo, reduzindo ou anulando as penas. Também cabe contestação adicional ao Tribunal de Cassação do Egito. Antes da sentença, o processo havia sido enviado ao Grande Mufti do Egito, etapa consultiva exigida antes da aplicação da pena de morte. Dos 13 acusados inicialmente encaminhados ao Mufti, 12 acabaram condenados à morte.

A Anistia Internacional registrou 23 execuções no Egito em 2025, contra 13 no ano anterior, e criticou o uso da pena capital em crimes que não envolvem homicídio intencional.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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