São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Polícia turca detém manifestantes em protesto pró-LGBT+ em Istambul

Dezenas de pessoas foram detidas diante de um tribunal após protestarem contra operações policiais contra ativistas LGBT+ na Turquia.

Polícia turca detém manifestantes em protesto pró-LGBT+ em Istambul

Dezenas de pessoas foram detidas na terça-feira (15) durante um protesto contra operações policiais direcionadas à comunidade LGBT+ na Turquia. A manifestação ocorreu diante do tribunal de Caglayan, na parte europeia de Istambul.

Os participantes foram cercados pela polícia turca depois de se recusarem a deixar o local. Durante o ato, eles carregaram uma faixa com a mensagem “Ser LGBT+ e se organizar não é crime” e pediram a libertação imediata das pessoas detidas. Também foram ouvidos gritos como “Viva a luta pela liberdade” e “Apesar do ódio, viva a vida”.

Uma manifestante identificada como Zeynep, de 44 anos, disse estar irritada, frustrada e decepcionada com a situação. Para ela, as operações contra ativistas LGBT+ são preocupantes e atingem pessoas que, segundo sua avaliação, apenas defendem seus próprios direitos ou os de terceiros.

Operações e críticas

No domingo, dezenas de pessoas já haviam sido detidas em bares gays e nas residências de ativistas LGBT+. As acusações mencionadas pelas autoridades incluem “obscenidade”, “auxílio à prostituição” e “vínculos financeiros com o exterior”.

Contas em redes sociais de defensores dos direitos humanos e de veículos de comunicação também foram bloqueadas durante operações chamadas “Minha família está segura”. O ministro turco da Justiça, Akin Gürlek, afirmou que a campanha continuará, apesar das preocupações manifestadas, entre outros, pela União Europeia.

O partido pró-curdo DEM denunciou as ações. Em uma publicação na rede social X, a legenda afirmou que a linguagem da paz não pode ser acompanhada de repressão e criticou a restrição do espaço democrático.

O presidente Recep Tayyip Erdogan declarou 2026 como o “Ano da Família” e frequentemente faz críticas a pessoas LGBT+, classificando-as como “perversas” e atribuindo a elas a queda da taxa de natalidade.

A homossexualidade não é criminalizada na Turquia, mas é amplamente rejeitada, enquanto a homofobia está disseminada até os níveis mais altos do Estado. O DEM participa das negociações entre o governo turco e Abdullah Öcalan, líder preso do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), em um processo de paz que busca encerrar mais de quatro décadas de guerrilha.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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