São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Morte em laboratório russo reacende dúvidas sobre armas biológicas de peste

Especialista diferencia pesquisas de biodefesa, permitidas, de programas ofensivos, proibidos pela Convenção sobre Armas Biológicas.

Morte em laboratório russo reacende dúvidas sobre armas biológicas de peste
Foto: Num antigo laboratório de armas biológicas em Obolensk, na Rússia MISHA JAPARIDZE/AP2001

A morte de uma técnica em um laboratório de peste na Rússia reacendeu o debate sobre a possibilidade de uso da bactéria como arma biológica. O incidente, ocorrido no Instituto de Investigação da Peste, em Irkutsk, ainda não foi esclarecido.

Os Estados Unidos acusam a Rússia e outros países de produzir armas biológicas proibidas. O instituto de Irkutsk reúne, há décadas, amostras de alta virulência da peste, do antraz e de outros agentes patogênicos. Oficialmente, a finalidade desses laboratórios é proteger a saúde pública.

Mirko Himmel, especialista em armas biológicas da Universidade de Hamburgo, afirma que é preciso separar a pesquisa defensiva, voltada à biodefesa e permitida pelo direito internacional, da investigação ofensiva sobre armas e métodos de guerra biológica.

Suspeitas sobre programas ofensivos

Segundo Himmel, países com recursos técnicos, humanos e financeiros realizam pesquisas de biodefesa que podem incluir o agente causador da peste. Entre eles estão os Estados Unidos, o Reino Unido, a Rússia, a China, a Alemanha e a França, além de outros países da União Europeia.

O especialista diz que não há informações públicas detalhadas sobre programas ofensivos. Ainda assim, os Estados Unidos suspeitam que China, Rússia, Coreia do Norte e Irão desenvolvam esse tipo de iniciativa. Para Himmel, pesquisas defensivas poderiam ser usadas como justificativa para programas proibidos.

Em tese, bactérias da peste poderiam ser dispersadas como bioaerossóis, por aviões ou dispositivos explosivos. A inalação do agente pulverizado poderia provocar peste pulmonar nas pessoas atingidas. O especialista ressalta, porém, que programas desse tipo são geralmente secretos.

Falta de mecanismo de verificação

Não são conhecidos publicamente arsenais ofensivos de armas biológicas mantidos por Estados. A Convenção sobre Armas Biológicas, de 1975, proíbe esse tipo de armamento, mas não dispõe de um mecanismo de verificação capaz de controlar o cumprimento do tratado pelos países-membros.

Por isso, a existência e a dimensão de pesquisas ofensivas não podem ser confirmadas de forma independente. Himmel afirma que não deveriam existir armas biológicas baseadas no agente causador da peste, mas reconhece que a ausência de um sistema de verificação mantém a situação incerta.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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