São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Como o afogamento compromete a respiração e o cérebro

A falta de oxigênio provoca danos progressivos no organismo e pode levar à inconsciência e à morte cerebral.

Como o afogamento compromete a respiração e o cérebro
Foto: Daniel Rosini/Mundo Estranho

O afogamento está entre as principais causas de morte acidental no mundo e mata cerca de 300 mil pessoas por ano. O processo começa quando a pessoa tenta permanecer na superfície e prende a respiração. Nesse momento, pequenas quantidades de água podem ser aspiradas involuntariamente, provocando tosse.

Em adultos, muitos acidentes estão associados ao consumo de álcool. Entre crianças, a falta de vigilância dos pais aparece como o principal problema. O desconhecimento do local de mergulho, o excesso de confiança e a exaustão também são apontados como fatores de risco.

Com a progressão do quadro, a exaustão e a falta de oxigênio fazem a laringe relaxar. Depois de alguns minutos, a pessoa pode respirar debaixo d’água, aspirando e engolindo uma grande quantidade de líquido. A água percorre a traqueia e chega aos pulmões, atingindo brônquios, bronquíolos e alvéolos.

Falta de oxigênio

Com os pulmões cheios de líquido, a troca gasosa deixa de funcionar adequadamente. O organismo passa a receber menos oxigênio e a eliminar menos gás carbônico. A redução do oxigênio causa danos graves aos tecidos, sobretudo às células nervosas.

O cérebro é afetado de forma intensa, o que pode provocar inconsciência. Sem intervenção imediata, o quadro pode evoluir para morte cerebral.

A entrada de grande volume de líquido também causa inchaço, fazendo o corpo afundar. Dias mais tarde, a multiplicação de bactérias no organismo produz gases. Esse gás faz o corpo voltar à superfície e flutuar.

As informações fisiológicas foram apresentadas por Daniel Muñoz, professor de medicina legal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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