São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Obesidade representa até 1,4% do PIB em países europeus, aponta relatório

Estudo estima custos anuais de até 55,2 bilhões de euros e relaciona o problema à perda de anos de vida saudável.

Obesidade representa até 1,4% do PIB em países europeus, aponta relatório

A obesidade e o excesso de peso geram custos anuais equivalentes a entre 0,7% e 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em oito países europeus, segundo relatório elaborado pelo Office of Health Economics (OHE) para a Federação Europeia das Indústrias Farmacêuticas (EFPIA). O estudo analisou Alemanha, França, Itália, Espanha, Irlanda, Grécia, Romênia e Reino Unido.

O impacto econômico inclui despesas diretas e indiretas. O valor anual estimado varia de 2,5 bilhões de euros na Romênia a 55,2 bilhões de euros na Alemanha. No Reino Unido, chega a 43,2 bilhões de euros. Espanha, Itália e França registram cerca de 20,0 bilhões de euros cada.

Em relação ao tamanho das economias, o custo associado a um índice de massa corporal (IMC) elevado corresponde a 0,7% do PIB na Romênia e a 1,4% na Grécia e no Reino Unido. Na Alemanha, a parcela é de 1,3%; na Espanha, de 1,2%; e, na Irlanda, de 1,1%. O relatório afirma que, nesses três países, o percentual supera a despesa com defesa. O custo por residente varia de 131 euros na Romênia a 662 euros na Alemanha.

Saúde e custos indiretos

Em 2024, 26% dos adultos na Europa viviam com obesidade, definida no estudo como IMC de 30 ou mais. Outros 30% tinham excesso de peso. A prevalência combinada de excesso de peso e obesidade entre adultos cresceu 22% na comparação com 1990, enquanto a obesidade isoladamente aumentou mais de 75%.

Nos oito países avaliados, essas condições estão associadas a 278 000 mortes e à perda de 8 milhões de anos de vida saudável. Entre as doenças relacionadas estão diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares, doença hepática gordurosa, cânceres, doenças respiratórias crônicas e enfermidades do aparelho digestivo.

Os custos diretos dessas doenças somaram 100,4 bilhões de euros, dos quais 30 bilhões de euros correspondem à Alemanha. O relatório também considera custos indiretos, como perdas por absenteísmo, inatividade econômica, cuidados informais e mortes prematuras.

A diretora-geral da EFPIA, Nathalie Moll, defendeu mudanças na prevenção, no diagnóstico e no tratamento. Entre as recomendações do estudo estão reconhecer a obesidade como doença, e não apenas como fator de risco, e ampliar o acesso à prevenção e ao tratamento. A estimativa é que, até 2035, metade da população adulta mundial tenha excesso de peso ou obesidade.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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