São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rendimentos sobem nos EUA enquanto títulos europeus têm alívio limitado

Juros das hipotecas americanas chegam a 7%, e risco fiscal e eleitoral pressiona a dívida francesa.

Rendimentos sobem nos EUA enquanto títulos europeus têm alívio limitado

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos subiram nesta semana, enquanto as taxas médias das hipotecas de 30 anos chegaram a 7%. Na Europa, os juros dos títulos públicos recuaram nesta sexta-feira, mas o alívio foi limitado após uma forte onda de vendas no início da semana.

Na França, o rendimento do título OAT de 10 anos estava perto de 4,67%, ante cerca de 4,7% anteriormente. Na Alemanha, o rendimento do Bund de 10 anos rondava 3,59%, abaixo dos 3,61% registrados antes.

A diferença entre os custos de financiamento de França e Alemanha para 10 anos superou 110 pontos-base nesta semana, o maior nível desde a crise da dívida da zona do euro em 2012. O movimento reflete preocupações com a dívida francesa e com os riscos eleitorais, ampliadas pela redução da nota de crédito do país pela agência Scope. O custo para proteger a dívida francesa contra um eventual calote também atingiu o nível mais alto em quase uma década.

Pressão sobre os juros nos Estados Unidos

O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 30 anos avançou nesta semana ao maior nível desde 2004 e se aproximou de 5,5%. A alta ocorreu enquanto uma nova elevação dos preços do petróleo aumentava os receios de inflação persistente e de crescimento da dívida pública.

O rendimento do título de 10 anos, referência para as taxas das hipotecas nos Estados Unidos, chegou a níveis não vistos desde 2007. A taxa média das hipotecas de 30 anos alcançou 7%, cerca de um ponto percentual acima do nível anterior ao início da guerra com o Irã. Foi também o maior valor desde a posse do presidente Donald Trump em janeiro de 2025.

A queda simultânea de títulos e ações contrasta com o comportamento esperado em períodos de instabilidade, quando a retração das bolsas costuma levar investidores para a dívida pública. Para Nick Saunders, diretor-executivo da plataforma de investimentos online Webull UK, “Obrigações e ações estão a cair devido à inflação”.

Segundo Saunders, choques de energia e a guerra elevaram os preços enquanto o crescimento desacelerou. Como os juros não estão caindo, o refúgio tradicional representado pelos títulos se tornou menos atrativo. Ele citou a década de 1970, quando choques de energia e pressão salarial fizeram os rendimentos dos títulos do Tesouro britânico subir, enquanto as ações recuaram 73%.

A Oxford Economics avalia que o pico dos juros deve ser temporário e está ligado principalmente à revisão das respostas de política monetária diante da alta dos preços da energia. Os economistas Ricardo Amaro e Daniel Kral disseram que a maioria dos governos consegue absorver juros maiores por causa do prazo médio elevado de suas dívidas.

França e, em menor grau, Itália são exceções. Em um cenário adverso, os dois países teriam de apertar a política fiscal em mais de um ponto percentual do PIB para compensar aumentos prolongados dos encargos com juros. Espanha, Grécia e Portugal estariam em posição mais favorável para suportar essa pressão.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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