São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Custos de energia levam europeus a cortar saúde e visitas familiares

Pesquisa com 10 000 pessoas em dez países mostra que 23% deixaram de ir a consultas médicas por causa do aumento dos custos.

Custos de energia levam europeus a cortar saúde e visitas familiares

O aumento das despesas com combustíveis e energia levou parte dos europeus a reduzir gastos essenciais, incluindo consultas médicas, alimentação e deslocamentos para visitar familiares. Cerca de 29% dizem viver em situação precária, enquanto 73% temem não conseguir pagar os custos dos combustíveis, segundo um levantamento anual da Ipsos e do Secours populaire français.

A pesquisa ouviu 10 000 pessoas com 18 ou mais anos em França, Alemanha, Grécia, Itália, Moldova, Polónia, Portugal, Roménia, Reino Unido e Sérvia. O estudo aponta que a insegurança financeira se tornou uma condição duradoura para parte da população, agravada pela pobreza energética.

No último ano, mais de um em cada três entrevistados abriu mão de despesas essenciais para pagar contas de energia ou combustível. Na Moldova e na Grécia, essa proporção chega a ser três vezes maior do que na Alemanha e no Reino Unido.

Cortes no consumo e na mobilidade

As primeiras reduções relacionadas aos combustíveis atingem as férias e as viagens para visitar parentes que moram longe. Três em cada dez europeus também deixaram de usar o carro para ir ao trabalho, mesmo levando mais tempo no trajeto.

O levantamento mostra que 23% dos entrevistados deixaram de comparecer a consultas médicas devido ao aumento dos custos. Quase sete em cada dez adotaram ao menos uma medida para diminuir a conta de energia, e pouco mais de cinco em cada dez disseram aplicar várias medidas.

Entre as estratégias estão reduzir ou desligar o aquecimento e tomar banhos de água fria. Franceses e gregos são os que mais desligam o aquecimento em determinados cômodos, enquanto os moldavos optam por não usar alguns eletrodomésticos.

Gregos, italianos e portugueses aparecem como os mais preocupados com as despesas de combustível entre os dez países analisados. Em Portugal, os preços da gasolina e do diesel atingiram um recorde em 7 de setembro. O Brent passou de 100 dólares por barril na quarta-feira (9 de setembro), em meio a novos ataques a navios no estreito de Ormuz.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5