São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Ataque a oleoduto saudita eleva pressão sobre preços de combustíveis na Europa

Governos europeus anunciam medidas para conter o impacto da alta do petróleo, enquanto a Comissão Europeia descarta risco imediato de desabastecimento.

Ataque a oleoduto saudita eleva pressão sobre preços de combustíveis na Europa

Um ataque ao oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, aumentou a pressão sobre os preços mundiais dos combustíveis e levou governos europeus a anunciar medidas para reduzir o impacto sobre consumidores. A interrupção temporária da estrutura ameaça até 4% da oferta mundial de petróleo se persistir.

O oleoduto, com 1 200 quilómetros, era usado como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, que está bloqueado. Ataques dos houthis e de grupos iraquianos provocaram o fechamento da via, segundo as informações divulgadas sobre a infraestrutura saudita. O petróleo Brent foi negociado recentemente acima de 113 dólares por barril.

A produção saudita de crude caiu em agosto para o nível mais baixo em mais de três décadas. A interrupção pode afetar até 5,5 milhões de barris por dia, embora as autoridades sauditas tenham informado que os trabalhos de reparação já começaram.

Medidas anunciadas por governos europeus

Na França, o presidente Emmanuel Macron ordenou uma mobilização para enfrentar os preços dos combustíveis e afirmou que o país trabalha para garantir o abastecimento e reduzir a pressão sobre os automobilistas. Ele também defendeu rotas alternativas ao Estreito de Ormuz e uma desescalada regional.

A inflação francesa chegou a 2,7% em agosto, com a energia entre os principais fatores. Na Itália, a inflação de agosto acelerou para 3,3%, enquanto os preços da gasolina e do gasóleo subiram. A primeira-ministra Giorgia Meloni anunciou a eliminação do imposto de selo para carros de baixa e média potência e pediu à Comissão Europeia que trate a crise energética como uma emergência de defesa.

A Espanha dobrou, a partir de 1 de setembro, a redução do imposto sobre o gasóleo para 20 cêntimos por litro. A medida foi adotada depois de uma alta de 15,7% nos preços em julho. Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz afirmou que Berlim apresentará em breve medidas para reduzir o impacto dos preços recorde dos combustíveis. Gasolina e gasóleo estavam em 2,45 euros por litro na quinta-feira, segundo o Automóvel Clube Alemão.

Comissão Europeia descarta falta imediata

A Comissão Europeia informou que o problema principal é o preço, e não uma escassez de gasóleo. Nenhum Estado-membro havia relatado preocupação com a segurança do abastecimento. A porta-voz Anna-Kaisa Itkonen afirmou que não havia problema de abastecimento na União Europeia e que a procura era atendida pelo aumento da produção das refinarias europeias e por fontes alternativas.

Itkonen disse que a evolução do conflito no Médio Oriente e os padrões de procura do outono e do inverno podem pressionar os mercados nas próximas semanas e meses. Segundo ela, ainda não era necessário recorrer às reservas estratégicas.

Para Homayoun Falakshashi, responsável pela análise de crude na Kpler, entre 3,5 e 4 milhões de barris por dia de exportações estão em risco, além de cerca de 1,5 milhões de barris por dia destinados às refinarias do oeste saudita. Ele estimou que o volume transportado possa voltar a 3-4 milhões de barris por dia, em vez de 5,5 milhões.

Debate sobre imposto sobre lucros extraordinários

A alta dos preços e da inflação também reforçou o debate sobre um imposto sobre lucros extraordinários das empresas de energia. Alemanha, Espanha, Portugal, Itália, Polónia e Áustria pediram, em agosto, que a presidência irlandesa da União Europeia incluísse o tema na reunião de ministros das Finanças de setembro, marcada para 22 de setembro.

Iratxe García Pérez, líder do grupo dos Socialistas e Democratas, propôs o uso dessa arrecadação para financiar apoio social. A proposta foi apoiada por Terry Reintke, dos Verdes. Esther Lynch, secretária-geral da Confederação Europeia de Sindicatos, defendeu a medida como uma forma de conter abusos de preços e aliviar a pressão sobre os trabalhadores.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5