A oposição de centro-esquerda venceu as eleições legislativas na Suécia, mas terá de negociar para formar um governo diante da fragmentação de sua própria aliança. Liderado pela social-democrata Magdalena Andersson, o bloco conquistou 176 cadeiras, apenas três a mais que o grupo de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson, que obteve 173 parlamentares.
Kristersson reconheceu a derrota após a conclusão da apuração e anunciou sua demissão. Com isso, começaram oficialmente as negociações para a formação do próximo governo. Andersson afirmou que está pronta para assumir o comando a partir de domingo: “Se isso (os resultados) se confirmar, então a Suécia terá um novo governo”.
A diferença entre os blocos foi de cerca de 50 mil votos. Mesmo derrotada, a aliança entre a direita e a extrema direita permanece como alternativa caso a centro-esquerda não consiga chegar a um acordo.
Negociações entre aliados
Andersson terá de aproximar o Partido de Esquerda e o Partido do Centro, que mantêm posições divergentes sobre a composição do Executivo. O Partido do Centro não quer ministros de esquerda no governo, enquanto o Partido de Esquerda exige participação na administração.
A líder social-democrata também não demonstra disposição para incluir o Partido de Esquerda no governo. Durante a campanha, parlamentares da legenda foram associados a declarações consideradas antissemitas.
Kristersson também poderia tentar formar uma coalizão se a centro-esquerda fracassar. Para isso, precisaria encontrar novos parceiros. O Partido do Centro não aceita integrar um governo com cargos ministeriais para a extrema direita, embora essa tenha sido uma promessa feita por Kristersson ao partido de extrema direita caso sua aliança vencesse.
O resultado incluiu a perda de espaço dos Democratas da Suécia (SD). A legenda passou de 20,5% dos votos em 2022 para 17,5%, deixando de ser a segunda maior força política do país e devolvendo essa posição à direita moderada de Kristersson.
A apuração terminou apenas nesta quinta-feira (17), um dia depois do previsto. Foi necessário contabilizar cerca de 300 mil votos do exterior e da votação antecipada. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, saudou a vitória em uma mensagem publicada no X e afirmou que os suecos voltaram a apostar no Estado de bem-estar social, na justiça social e na transição ecológica.







