São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PPE propõe pressão comercial maior contra a China sem romper o diálogo

Partido Popular Europeu quer reforçar instrumentos de defesa comercial da UE, mas rejeita confronto aberto e protecionismo permanente.

PPE propõe pressão comercial maior contra a China sem romper o diálogo

O Partido Popular Europeu (PPE), maior grupo político do Parlamento Europeu, prepara um documento para defender uma relação econômica mais equilibrada com a China, com maior pressão comercial e manutenção do diálogo. A proposta rejeita uma confrontação aberta e uma separação total entre os dois lados.

O documento preliminar é elaborado por eurodeputados do PPE que integram a Comissão do Comércio Internacional e deverá ser concluído em meados de outubro, após a próxima cúpula do Conselho Europeu. A versão inicial prevê o uso mais firme dos instrumentos de defesa comercial já disponíveis na União Europeia e a criação de mecanismos contra a concorrência desleal.

A proposta também estabelece que as medidas sejam proporcionais e temporárias, com o objetivo de ampliar o poder de negociação da UE, e não de criar um protecionismo permanente. O texto trata do reequilíbrio do comércio e dos investimentos, do controle de exportações, dos direitos de propriedade intelectual e da reforma da Organização Mundial do Comércio.

A Comissão Europeia definiu outubro como prazo para obter concessões do governo chinês. Depois disso, o comissário europeu para o Comércio, Maroš Šefčovič, afirmou que o bloco está preparado para adotar “medidas mais duras”.

Dependência econômica

A UE demonstra preocupação crescente com os desequilíbrios econômicos em relação a Pequim e com o aumento do déficit comercial. Autoridades europeias atribuem o cenário ao excesso de capacidade industrial chinesa e aos subsídios estatais que prejudicam concorrentes europeus.

O PPE defende a diversificação das cadeias de abastecimento e a redução da dependência de matérias-primas críticas. Para isso, propõe a ratificação e a ampliação de acordos de livre comércio com parceiros como Mercosul, Índia, Indonésia e Austrália.

O documento também prevê controles aduaneiros mais rigorosos e fiscalização ampliada das plataformas de comércio eletrônico. A Comissão Europeia prepara uma reforma para enfrentar falhas de aplicação que permitem a entrada de produtos ilegais no mercado da UE.

Aviação, semicondutores, indústria farmacêutica e biotecnologia são apontados como setores que o bloco deve fortalecer para diminuir a dependência econômica de Pequim. O PPE reúne o maior grupo de eurodeputados do Parlamento Europeu e 14 dos 27 comissários da Comissão Europeia.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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