A proposta de Ursula von der Leyen para criar uma Aliança para o Futuro pode transformar o Canadá no primeiro membro associado da União Europeia. O modelo ainda não existe para o país e teria de ser negociado do zero.
A associação não garantiria cidadania da União Europeia, liberdade de circulação, um comissário nem direito de voto no Conselho Europeu ou no Parlamento Europeu. Para entrar em vigor, um acordo precisaria da aprovação unânime dos 27 Estados-membros e do consentimento do Parlamento Europeu.
Relação já estabelecida
O Canadá já mantém mecanismos de cooperação com o bloco. O CETA elimina direitos aduaneiros em 99% das linhas tarifárias. O programa Horizonte Europa permite que equipes canadenses liderem pesquisas financiadas pela União Europeia. Desde agosto, empresas do país também podem participar de aquisições de defesa financiadas pelo bloco.
Em 2025, 71,7% das exportações canadenses de bens foram destinadas aos Estados Unidos. A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Canadá, com fluxo estimado em cerca de 178 bilhões de dólares, segundo o governo canadense.
Bruxelas busca minerais críticos, capacidade de produção em defesa e um parceiro no Ártico. A proposta enfrenta obstáculos: alguns diplomatas afirmam que as capitais não foram consultadas, e a Alemanha contesta a designação. O CETA, aplicado provisoriamente desde 2017, ainda aguarda ratificação em dez países. Donald Trump ameaçou impor tarifas caso considere o entendimento hostil.







