PARIS — A eleição presidencial brasileira passou a contar, pela primeira vez, com uma zona eleitoral em Marselha. A medida permitiu que parte dos brasileiros que vivem no sul da França votasse mais perto de casa, enquanto Paris recebeu eleitores em filas que começaram antes da abertura das urnas.
No Consulado-Geral do Brasil em Marselha, 2.669 eleitores estão inscritos. A expectativa da cônsul-geral Vera Cíntia Alvarez é receber entre 1.300 e 1.500 votantes. A nova estrutura atende a uma demanda antiga da comunidade brasileira na região.
Em Paris, o Espaço Vinci, na Rue des Jeûneurs, nº 25, recebeu 34 urnas eletrônicas e cerca de 200 voluntários. O local fica no segundo distrito da capital francesa, onde o tempo de espera chegou a cerca de 1h20. As filas começaram antes das 8h no horário local, quando a votação foi iniciada, e chegaram a se estender por cerca de seis quarteirões.
Paris tem 27.800 eleitores aptos a votar, cerca de 32% a mais que no pleito de 2022. No exterior, os brasileiros votam apenas para presidente da República. A expectativa, com base na participação em eleições anteriores, é que cerca de metade dos inscritos compareça.
O cônsul-geral do Brasil em Paris, Fábio Mendes Marzano, afirmou que as filas estavam fluindo e que as seções funcionavam normalmente. Duas urnas eletrônicas que apresentaram problemas foram substituídas. O Tribunal Superior Eleitoral havia enviado máquinas adicionais para essa finalidade. As seções ficam abertas até as cinco da tarde e, se necessário, a previsão é aguardar a última pessoa na fila.
Entre os eleitores que votaram em Paris estava Éden Martin, professora que mora em Pau, nos Pirineus Atlânticos. Embora Marselha ficasse mais perto, ela disse que encontrou menos opções de transporte e que a viagem custaria mais. Martin viajou durante a noite de ônibus, votou na capital e retornaria no mesmo dia porque daria aula na manhã seguinte.
Os partidos também enviaram delegados eleitorais para acompanhar o pleito. Fábio Gonçalves, representante da coligação que inclui o PT, verificou a identificação dos eleitores e sua inscrição nas listas. Em um caso excepcional, um juiz aceitou um documento de identidade francês apresentado com foto e registro eleitoral.







