São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Empresária de Berlim é acusada de ajudar agente russo a acessar círculos políticos e militares

Ilona W. teria repassado informações sobre a defesa alemã e facilitado a participação de um agente russo em eventos de alto nível.

Empresária de Berlim é acusada de ajudar agente russo a acessar círculos políticos e militares

O Ministério Público alemão acusou a empresária germano-ucraniana Ilona W. de atuar como agente de serviços de informações e facilitar o acesso de um funcionário russo a círculos políticos e militares na Alemanha. A acusação foi apresentada em 7 de setembro de 2026 ao Senado de Segurança do Estado do Tribunal Superior de Berlim.

Segundo a Procuradoria-Geral Federal alemã, Ilona W. administrava uma agência de marketing e presidia uma associação de lóbi, funções que lhe deram contatos com representantes das áreas militar e política. Ela teria mantido, pelo menos desde outubro de 2023, contato com um funcionário de carreira de um serviço de informações russo lotado na embaixada da Rússia em Berlim.

A acusação afirma que a empresária forneceu informações sobre eventos de alto nível. O funcionário russo teria participado de parte desses encontros usando nome falso, com o objetivo de criar sua própria rede de agentes. Ilona W. também teria comparecido às reuniões para identificar possíveis alvos.

Além disso, ela teria tentado abordar pessoas do Ministério da Defesa e da indústria de armamento. Por orientação do contato russo, também é acusada de reunir informações sobre a política de defesa alemã. Detida em 21 de janeiro de 2026, permanece em prisão preventiva desde então.

Outras investigações e medidas

A Procuradoria-Geral Federal informou ainda detenções relacionadas a suspeitas de espionagem. Em abril, um cidadão do Cazaquistão foi detido sob suspeita de manter contato com um serviço russo e transmitir dados sobre fabricantes alemães de armamentos e drones, além de fotografias de colunas militares. Em março, dois supostos agentes foram presos por suspeita de espionagem contra um fabricante alemão de drones. Em fevereiro, outro homem, com ligações com a Bielorrússia, foi detido.

O governo alemão também atribuiu à Rússia um suposto ato de sabotagem após a detecção, em 4 de agosto, de um drone carregado com explosivos perto de aviões de carga ucranianos no aeroporto de Leipzig/Halle. Em 1 de setembro, os ministros Alexander Dobrindt e Johann Wadephul responsabilizaram oficialmente Moscou.

Entre as medidas anunciadas estão o fechamento do consulado-geral russo em Bona em 18 de setembro, a expulsão de diplomatas, o fim do contrato com a Casa Russa em Berlim e controles de entrada mais rígidos para cidadãos russos. A União Europeia também prepara sanções contra cerca de 1 600 pessoas e empresas ligadas ao complexo militar-industrial russo.

Moscou rejeitou as acusações. Em resposta, fechou os três institutos Goethe na Rússia, e o ministro Sergei Lavrov acusou a Alemanha de travar uma guerra contra o país.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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