São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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ENISA passa a testar modelo Mythos 5, da Anthropic, após mais de três meses

Agência europeia de cibersegurança recebeu acesso ao sistema, que havia sido restrito por suas capacidades de exploração de vulnerabilidades.

ENISA passa a testar modelo Mythos 5, da Anthropic, após mais de três meses

A Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) obteve acesso ao Mythos 5, modelo de inteligência artificial da Anthropic voltado à identificação e exploração de vulnerabilidades digitais. A agência começou a testar o sistema após mais de três meses de espera desde o lançamento para parceiros selecionados.

A confirmação foi feita por Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para a soberania tecnológica. “A agência de cibersegurança da UE, a ENISA, obteve acesso ao Mythos 5 e está a testá-lo neste momento”, afirmou.

A Anthropic apresentou uma versão preliminar do modelo em abril. O sistema foi descrito como capaz de encontrar e explorar falhas de cibersegurança em velocidade sem precedentes, o que levou a empresa a restringir sua distribuição por causa das implicações para a segurança digital.

O acesso foi organizado pelo Project Glasswing, desenvolvido em colaboração com o Governo dos Estados Unidos. O programa começou com cerca de 50 organizações em abril e foi ampliado em junho para mais 150, chegando a cerca de 200 parceiros.

Depois, o governo norte-americano adotou controles de exportação que impediram o acesso de usuários não americanos em todo o mundo. A restrição também atingiu funcionários da Anthropic que estavam fora dos Estados Unidos.

A Comissão Europeia questionou se a medida era discriminatória em relação a um parceiro de confiança. O bloqueio também alimentou preocupações sobre a possibilidade de os Estados Unidos acionarem um mecanismo de desligamento remoto sobre tecnologias norte-americanas recentes.

A Comissão continuou pressionando a Anthropic, e o acesso foi concedido na quinta-feira. A União Europeia tem poderes regulatórios previstos na Lei da IA da UE, que podem levar empresas de tecnologia a evitar o compartilhamento de informações passíveis de uso em processos por infração.

Regnier disse ainda que a ENISA já havia obtido acesso ao GPT-5.6-Cyber, da OpenAI, e também ao GPT-6 Astra, modelo mais recente da empresa.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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