Jared Kushner e Steve Witkoff, enviados de Donald Trump, viajarão à Rússia e à Ucrânia neste fim de semana para apresentar uma proposta destinada a encerrar a guerra. A agenda prevê reuniões com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Kiev.
Witkoff e Kushner devem chegar a Moscou no sábado (5) e seguir para Kiev no domingo (6). Trump afirmou que os dois foram enviados para tentar fazer as negociações avançarem e declarou: “Temos uma ideia para a paz”. O presidente americano não esclareceu se a proposta inclui uma concessão territorial da Ucrânia.
Esta será a primeira visita de Kushner e Witkoff a Kiev. Os dois já estiveram em Moscou, mais recentemente em janeiro. Zelensky propôs que Rússia e Ucrânia mantenham um cessar-fogo durante as conversas. Ele disse que o país não fará ataques aéreos e pediu que Moscou adote a mesma medida durante toda a visita.
A Rússia ainda não confirmou a agenda nem respondeu à proposta. Nas primeiras horas de sábado, um ataque russo atingiu Kamianske, no centro-leste da Ucrânia, e deixou pelo menos quatro mortos e cinco feridos, segundo autoridades regionais.
Ataques antes das conversas
Na sexta-feira (4), drones russos atingiram a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), no centro histórico de Kiev. Zelensky afirmou que o alvo era diretamente o escritório do chefe do serviço e disse ter ordenado uma resposta ao ataque. Quinze pessoas ficaram feridas, segundo a administração militar da capital; não foi informado se estavam dentro do prédio.
O presidente ucraniano publicou no Telegram fotos de uma conversa com o chefe do SBU e afirmou que os alvos haviam sido identificados. Uma fonte próxima ao assunto disse que Poklad não estava no escritório no momento do ataque.
A visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou na semana passada também foi mencionada nas discussões. O Kremlin afirmou que ele se reuniu com representantes dos serviços de inteligência russos. Trump classificou a viagem como “semi-rotineira”.
Desde que voltou à Casa Branca no início de 2025, Trump iniciou várias rodadas de negociação sobre o conflito, mas nenhuma produziu avanços tangíveis até o momento. Nas últimas semanas, Rússia e Ucrânia intensificaram ataques com drones e mísseis. Kiev também informou à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) sobre a situação do espaço aéreo, enquanto Moscou pediu que a entidade condenasse declarações ucranianas que classificou como ilegais.







