O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou na sexta-feira um pacote de sanções contra autoridades russas, bancos e uma frota de petroleiros usada pelo Kremlin para contornar medidas ocidentais e manter as exportações de energia em circulação.
A lei busca reduzir os recursos disponíveis para o presidente russo, Vladimir Putin, continuar a guerra contra a Ucrânia, iniciada com a invasão em larga escala do país vizinho em fevereiro de 2022. O projeto foi aprovado por maiorias bipartidárias no Senado, por 86-11, e na Câmara dos Representantes, por 262-159.
O texto foi elaborado também pelo senador Richard Blumenthal e é apresentado como o último legado do senador Lindsey Graham, aliado de Trump, que havia retornado da Ucrânia pouco antes de morrer inesperadamente em julho. Graham trabalhou na proposta por mais de um ano.
A senadora Darline Graham, irmã de Lindsey Graham e nomeada para concluir o mandato dele, afirmou em comunicado: “Gostava que o Lindsey estivesse aqui para celebrar este dia histórico.” O mandato termina a 3 de janeiro de 2027.
A legislação permite que Trump aplique tarifas de até 100% aos cinco maiores importadores de petróleo ou gás natural russos. A exceção vale para países que absorvem menos de 15% das exportações russas de gás natural e adotaram medidas significativas para reduzir essas compras.
Críticas de democratas
Embora tenha recebido amplo apoio no Congresso, o projeto enfrentou resistência de deputados democratas. Eles defendiam sanções mais duras contra a Rússia, mas criticavam a possibilidade de Trump usar os novos poderes tarifários contra a União Europeia e outros parceiros dos Estados Unidos.
Hakeem Jeffries, líder da minoria na Câmara dos Representantes, questionou a concessão desses poderes ao presidente: “Porque razão haveria este Congresso, ou a Câmara do Povo, de conceder a este presidente poderes ilimitados para impor mais taxas ao mundo, com impacto económico negativo para o povo norte-americano?”
A aprovação exigiu negociações com a Casa Branca para preservar a margem de manobra de Trump na aplicação das sanções. O presidente deu aval definitivo quando o texto passou a incluir uma disposição que permite à administração estender por mais cinco anos as sanções contra o Irã.







