São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Eurodeputados pedem retomada de plano para usar ativos russos em apoio à Ucrânia

Carta assinada por 122 parlamentares defende nova proposta da União Europeia para superar as objeções ao desbloqueio dos ativos.

Eurodeputados pedem retomada de plano para usar ativos russos em apoio à Ucrânia

Uma carta assinada por 122 eurodeputados de diferentes grupos políticos pede que a União Europeia retome as negociações para usar ativos russos congelados no financiamento do apoio à Ucrânia. O documento foi enviado na quarta-feira e afirma que Moscou deve arcar com os danos provocados pela guerra.

A iniciativa ocorre enquanto Kiev aponta um déficit de 23 bilhões de euros no financiamento da defesa. Os parlamentares também dizem que o empréstimo de 90 bilhões de euros aprovado pela União Europeia no início deste ano não será suficiente. Segundo a carta, o custo estimado da destruição causada pela Rússia já supera 600 bilhões de euros.

A União Europeia mantém mais de 200 bilhões de euros em ativos russos, a maior parte na Bélgica. Em dezembro passado, a Comissão Europeia apresentou um plano para convertê-los em um empréstimo sem juros destinado a financiar a defesa ucraniana contra a invasão em grande escala de Moscou. Os países do bloco, porém, não chegaram a um acordo por causa de riscos jurídicos, e a proposta não avançou na cúpula de líderes em Bruxelas.

Os signatários pedem que a Comissão Europeia apresente uma alternativa às objeções de alguns Estados-membros. A Bélgica se opôs ao plano desde o início por receio de ações judiciais russas. O país abriga a Euroclear, principal depositária dos ativos. Itália, Bulgária e Malta também manifestaram reservas.

A proposta dos eurodeputados prevê transferir os ativos para um novo instrumento da União Europeia, que assumiria as obrigações legais perante o banco central da Rússia. Assim, seria possível fornecer apoio financeiro à Ucrânia e manter a pressão econômica sobre Moscou.

A carta foi lançada pelos eurodeputados liberais Karin Karlsbro, Nathalie Loiseau e Petras Auštrevičius. O documento é dirigido a Ursula von der Leyen, Kaja Kallas, Valdis Dombrovskis, António Costa e Micheál Martin, que ocupa a presidência rotativa do Conselho da União Europeia.

“A Rússia deve suportar as consequências financeiras da sua guerra de agressão”, afirma a carta.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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