São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Evacuação de civis se torna mais arriscada com novos ataques russos na Ucrânia

Missão em Khotimlia retirou uma mãe, dois filhos e outras duas mulheres sob ameaça de drones e mísseis.

Evacuação de civis se torna mais arriscada com novos ataques russos na Ucrânia

A intensificação dos bombardeios russos tornou mais perigosa a retirada de moradores de áreas próximas à linha de frente na Ucrânia. Em uma missão no vilarejo de Khotimlia, equipes de resgate retiraram uma mãe com dois filhos, além de uma idosa e sua filha, em meio a ataques de drones e projéteis de longo alcance.

Khotimlia fica a 25 quilômetros da fronteira russa e a cerca de 20 quilômetros da linha de frente. O local foi ocupado pelo exército de Moscou nos primeiros dias da invasão, em fevereiro de 2022, e retomado por uma contraofensiva ucraniana seis meses depois. Nos últimos meses, a guerra voltou a se aproximar da região.

Leonid Mazur, coordenador dos socorros, afirmou que o vilarejo está sob fogo constante. A equipe usou um sistema de alerta sonoro para detectar drones e indicar a direção de seu deslocamento. Yevhenii, integrante da operação, disse que os socorristas não dependem de um único aparelho porque a frequência dos drones pode mudar.

Famílias retiradas

No primeiro ponto de encontro, os socorristas encontraram uma idosa e sua filha, Olena. Ela contou que quatro mísseis atingiram o vilarejo e destruíram completamente a casa onde morava com a mãe. Segundo Yevhenii, é comum que o número de pessoas encontradas seja maior do que o previsto, exigindo reorganização dentro dos veículos ou o acionamento de reforço.

Na segunda parada, a equipe encontrou Liliia e seus dois filhos pequenos. A família levava poucos pertences em sacolas de plástico. Duas horas depois, todos chegaram ao centro de refugiados de Kharkiv. Liliia disse temer o futuro e afirmou que sua mãe, de 66 anos, decidiu permanecer no local. Para ela, deixar a casa foi difícil, mas o futuro das crianças era mais importante.

Ataques contra cidades e transportes

A Ucrânia acusou a Rússia, nesta quarta-feira (23), de intensificar ataques contra a infraestrutura de transporte civil. As ações atingiram postos de gasolina, transporte marítimo e ferrovias e deixaram ao menos sete mortos.

Em Kiev, ao menos duas pessoas morreram e outras 41 ficaram feridas. Os bombardeios danificaram um posto de gasolina, um centro comercial e lojas, segundo as autoridades municipais. Na região de Odessa, um cargueiro com bandeira de Antígua e Barbuda foi atingido, e seu capitão, um cidadão ucraniano, morreu.

Em Oleksandrivka, na região de Donetsk, quatro pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas após um ataque contra um prédio residencial. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de tentar paralisar a economia e destruir a vida da população.

Durante um encontro com o presidente americano, Donald Trump, em Nova York, na terça-feira (22), Zelensky afirmou que os dois discutiram possíveis etapas de desescalada para abrir caminho à diplomacia. Nesta quarta-feira, o presidente ucraniano discursa na Assembleia Geral da ONU e deve renovar os pedidos de ajuda para o fornecimento de sistemas de defesa antiaérea.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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