Uma explosão em um depósito temporário de armas e munições matou 14 pessoas e feriu 11 na região de Sarmada, perto de Idlib, no noroeste da Síria. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Saúde sírio e ainda era provisório.
O local ficava na área de Burj al-Nimra, no caminho para Sarmada, a cerca de 45 quilómetros de Idlib. As forças de segurança bloquearam as vias de acesso, enquanto equipes da Defesa Civil e do Crescente Vermelho Sírio procuravam pessoas que poderiam estar presas sob os destroços.
Vídeos divulgados após a explosão mostraram uma coluna de fumaça escura e registraram novas detonações menores. O depósito armazenava armas e munições que sobraram da guerra civil síria, ocorrida entre 2011 e 2024.
A causa do incidente não havia sido esclarecida. Walid Aslan, responsável pelas operações de emergência da direção de gestão de catástrofes de Idlib, afirmou que as primeiras avaliações apontavam para a detonação de munições.
Ahmad Faour, mecânico que trabalha nas proximidades, disse ter ouvido uma explosão menor antes da detonação principal. Ele e outras pessoas deixaram o local. “Um armazém de armas não deveria ser colocado numa zona pública”, afirmou, enquanto observava carros danificados em sua oficina.
Explosivos remanescentes
O episódio foi a segunda explosão mortal registrada em Idlib neste mês. Antes, um carro que transportava munições explodiu na cidade de Binnish e deixou cinco mortos. Uma fonte governamental disse que o veículo pertencia a um traficante de armas, mas as autoridades não informaram o que provocou a explosão.
Idlib foi uma área de confronto durante a guerra civil e concentrou estoques de armas de diferentes facções. Em novembro de 2025, uma explosão em um depósito de munições em Kafr Takharim matou cinco trabalhadores e feriu nove. Em agosto de 2025, outro incidente, nos arredores de Idlib, deixou quatro mortos e cinco feridos.
A organização britânica de desminagem HALO Trust calculou que explosivos não detonados matam ou ferem, em média, uma pessoa na Síria a cada seis horas neste ano. Até agosto, cerca de 700 vítimas de acidentes com explosivos haviam sido registradas. Segundo Simon Jackson, responsável pelo programa da entidade no país, um terço das vítimas morreu e um terço era formado por crianças.
Jackson também afirmou que o ano passado teve “um grande aumento de acidentes” depois que pessoas retornaram às suas comunidades após a queda de al-Assad, em dezembro de 2024.







